“Deus é misericordioso! Hoje não tinha nada para o almoço, e vocês chegaram com esta cesta de alimentos!” – desabafou uma aflita mulher na favela do Matadouro, em Campos-RJ.
Afirmações deste gênero são frequentes nas visitas realizadas pelos Arautos regularmente às populações menos favorecidas. E como é consolador poder aliviar assim o sofrimento de tantos irmãos!
Mas a ação social se resumirá apenas em distribuir bens materiais? Ou toda atividade que contribui para a harmonia do convívio humano também é, a justo título, ação social?
Com efeito, obriga-nos a caridade cristã a atuar nesses vários campos da sociedade, procurando suprir as carências, tanto materiais quanto espirituais.
São estas por vezes mais dolorosas do que aquelas. Ambas fazem sofrer o ser humano e podem levar a desordens sociais profundas.
Formar é mais importante que informar
Ora, entre as necessidades espirituais de nossos dias, ocupa importante lugar a educação. Assim, trabalhando na formação cultural e moral da juventude se contribui de maneira eminente para o bem da sociedade.
Educar, afinal, é sem dúvida a mais nobre das artes, pois visa dar forma e beleza às almas.
É nesse elevado sentido de ação social que se entende a atuação desenvolvida no Colégio Arautos do Evangelho Internacional, localizado na Granja Viana, região metropolitana de São Paulo.
Proporcionando ensino de qualidade em amplas instalações, seu grande diferencial está na formação moral e religiosa que seus alunos recebem.
Os Arautos compreendem que um estabelecimento de ensino se destina não apenas a dar informações, conhecimentos, mas, sobretudo, em formar a pessoa.
Formar, mais que informar. O aluno deixa de ser apenas um número, um a mais no conjunto, para ser tratado como um ser único, irrepetível, que tem um contributo pessoal a dar à família e à sociedade.
Alunos, famílias e professores: todos são beneficiados
Hoje em dia, em que a vida moderna obriga muitas mães a trabalharem fora para ajudar no orçamento doméstico, vai a escola adquirindo um papel cada vez maior na educação da criança.
É o que muitos pais esperam dos estabelecimentos de ensino: um auxílio na educação dos filhos.
Um jovem pai, bem sucedido profissionalmente, confidenciou: “Sei que meu filho é difícil. Eu não consegui dar a volta nele. Fracassei. Agora o desafio está com o Colégio. Vejam se conseguem! Conto com vocês”.
Cada idade traz suas alegrias para os pais, mas também suas tristezas e preocupações. Na adolescência, por exemplo, o jovem costuma questionar tudo o que os pais recomendam, supervalorizando a opinião dos colegas, querendo ser como eles.
Trata-se, pois, de encontrar um bom ambiente, boas amizades para os filhos. Daí a importância de escolher uma escola que seja a continuidade do sadio ambiente familiar.
É o que procura proporcionar o Colégio Arautos, colhendo frutos já pujantes. “Neste Colégio minha filha aprendeu a gostar de estudar”, testemunhou contente uma mãe, ao receber o boletim com as notas da filha de 13 anos.
E outra disse: “Quando deixo minhas duas filhas neste Colégio de manhã, vou embora em paz porque sei que elas estão com Deus. Que bênção é este Colégio!”
Não são menos eloquentes os depoimentos pessoais dos alunos. “Mãe, a senhora percebeu como eu melhorei, e digo menos palavras feias?” – comentou um menino de 7 anos, depois de frequentar dois meses de aulas.
E outra criança desabafava com sua mãe: “Não é que no Colégio Arautos não se fala palavra feia, lá nem se tem vontade de fazer isso”. E um pai não achou melhor argumento do que este para dar ao filho de 8 anos, que agira mal: “O que um Arauto diria disso?”
Nesse trabalho de resgate de valores, também o relacionamento familiar se beneficia. “Vou respeitar a senhora porque o Arauto me explicou que devo respeitar pai e mãe. Do contrário, não sei o que eu ia responder agora” – replicou à sua mãe um aluno de 12 anos recém-matriculado.
Esta apressou-se a narrar o fato aos Arautos, muito agradecida pelos conselhos dados ao jovem.
Um aluno gostava de se tatuar e não havia meio de convencerem-no a cortar esse mau hábito. Quando um Arauto lhe fez a observação de que seu braço ficava feio com aqueles rabiscos, ele não mais os repetiu.
Muitas pessoas, ao conhecerem o Colégio, se admiram quando entram em alguma sala de aulas: os alunos se levantam e saúdam o visitante com um sonoro e vivaz “Salve Maria! Seja bem vindo!”
“Meu Deus, nunca vi isso!” – exclamou uma senhora que procurava um colégio para matricular seus dois filhos. Aliás, antes da cada aula, reza-se uma Ave Maria para pedir a proteção da Mãe de Deus.
Até nas desavenças próprias da idade infantil nota-se a influência dessa formação. Depois de se desentenderem a propósito de alguma brincadeira, um menino de 10 anos ameaçou o outro: “Só não te dou um tapa porque estamos em um Colégio religioso…”
Mas não são apenas os alunos que se beneficiam do ambiente respeitoso e sereno do Colégio. Caso característico é o do marido de uma professora que surpreendeu um Arauto ao dizer-lhe: “Gostaria de agradecer porque vocês resgataram uma família”.
Perguntado pela razão, explicou: “Minha esposa lecionava em outro colégio e estava sempre muito tensa, sem condições de dar atenção à família. Agora não, ela está calma, é outra pessoa”.
Onde reina o respeito, há bem-estar e alegria
Alguém poderia perguntar se um estabelecimento de ensino assim disciplinado não produz tristeza nos alunos.
A melhor resposta a esta pergunta é a dada pelo monitor de um local de entretenimento frequentado por várias escolas paulistanas: “Como os alunos do Colégio Arautos são alegres! É impressionante a diferença com outros colégios!” – afirmou.
A explicação é simples: onde reina o respeito, há bem-estar, alegria. E é por isso que Dom Bosco estabeleceu uma única regra para os recreios nas escolas salesianas: “É proibido estar triste”.
Quem está com a consciência tranquila deve estar alegre, contente. O pecado, sim, é a desordem e leva à tristeza.
Formar assim gerações e gerações de jovens nesse ambiente leve, sereno, não à sombra, mas à luz do olhar materno de Nossa Senhora, a rainha do Colégio Arautos do Evangelho Internacional, não é uma insigne obra social no sentido pleno e mais nobre da palavra?