A celebração desta tarde traz à minha mente o memorável encontro com os movimentos eclesiais e com as novas comunidades na vigília de Pentecostes de há seis anos.
Foi uma epifania extraordinária da unidade da Igreja, na riqueza e variedade dos carismas, que o Espírito Santo concede em abundância.
Repito agora com vigor quanto fiz notar naquela ocasião: os movimentos eclesiais e as novas comunidades são uma “resposta providencial”, “suscitada pelo Espírito Santo”, à atual exigência da nova evangelização, para a qual são necessárias “personalidades cristãs maduras” e “comunidades cristãs vivas”.
Por este motivo, digo também a vós: Abri-vos com docilidade aos dons do Espírito Santo!
Acolhei com gratidão e obediência os carismas que o Espírito não cessa de oferecer! Não vos olvideis que todo carisma é oferecido para o bem comum, ou seja, para o benefício de toda a Igreja.
Excerto de Homilia na Solenidade de Pentecostes, 29/5/04.
Mediante a sua rede impressionante de instituições caritativas e educativas, a Igreja que está nos Estados Unidos da América deve enfrentar o desafio de uma evangelização da cultura, que seja capaz de haurir da sabedoria do Evangelho “coisas novas e coisas antigas”.
[…] Então, esta é, sobretudo, a hora dos fiéis leigos que, em virtude da sua vocação específica de plasmar o mundo em conformidade com o Evangelho, são chamados a desempenhar a missão profética da Igreja, evangelizando os diversos setores da vida familiar, social, profissional e cultural.
Excerto de Discurso aos bispos de Indianápolis, Chicago e Milwaukee, 28/5/04.
O nascimento da missão profética dos leigos constitui um dos tesouros da Igreja no terceiro milênio.
O Concílio Vaticano II justamente analisou de modo pormenorizado o dever dos leigos, de “procurar o sinal de Deus, tratando das coisas temporais e orientando-as em conformidade com Deus” (Lumen Gentium, 31).
Todavia, é também verdade que ao longo dos últimos quarenta anos houve no cenário público uma rejeição crescente do reconhecimento de que todos os homens e todas as mulheres recebem a sua dignidade essencial e comum de Deus e, juntamente com ela, a capacidade de se orientar para a verdade e a bondade.
Desapegados desta visão de unidade fundamental e de finalidade de toda a família humana, por vezes, os direitos reduzem-se a reivindicações egoístas.
Por exemplo, a difusão da prostituição e da pornografia, em nome de uma opção adulta; a aceitação do aborto, em nome dos direitos da mulher; e a aprovação de uniões entre indivíduos do mesmo sexo, em nome dos direitos das pessoas homossexuais.
Perante este pensamento errôneo mas difundido, deveis fazer tudo o que vos for possível para animar os leigos na sua “responsabilidade singular” de “evangelizar a cultura… e de promover valores cristãos na sociedade e na vida pública” (Pastores Gregis, 51).