Desde o início da evangelização – afirma o Santo Padre – e ao longo de sua interessante história, o Espírito do Senhor suscitou nessas benditas terras maravilhosos frutos de santidade em homens e mulheres.

Estes, fiéis ao mandato missionário do Senhor, entregaram sua própria vida ao anúncio da mensagem cristã, inclusive em circunstâncias e condições heroicas.

Na base deste maravilhoso dinamismo missionário estava, sem dúvida, sua santidade pessoal e também a de suas comunidades.

Um renovado impulso da missão ad gentes, na América e a partir da América, exige também hoje missionários santos e comunidades eclesiais santas. 

O chamado à missão está unido à vocação à santidade, esta, “um pressuposto fundamental e uma condição insubstituível para realizar a missão salvífica da Igreja” (Redemptoris missio, 90).

Ante tal chamado universal, devemos tomar consciência de nossa própria responsabilidade na difusão do Evangelho.

A este respeito, a cooperação na missão ad gentes há de ser sinal de uma fé madura e de uma vida cristã capaz de produzir frutos, de modo que as Igrejas particulares mais necessitadas recebam um impulso humano e espiritual que as ajude a caminhar com seus Pastores.

Para isso

não basta renovar os métodos pastorais, nem organizar e coordenar melhor as forças eclesiais, nem explorar com maior agudeza os fundamentos bíblicos e teológicos da fé: é necessário suscitar um novo anseio de santidade entre aqueles que são os colaboradores mais íntimos dos missionários. (Ibid)

 
João Paulo II ao Congresso Americano Missionário.