Nos anos de 1993 e 1994, Sandra Grossi de Almeida sofreu três abortos espontâneos, devidos a uma má formação do útero que lhe tornava impossível levar a termo qualquer gravidez.
Estando nessa situação, em maio de 1999 concebeu novamente. Apesar de o prognóstico médico ser de provável interrupção da gravidez, no máximo ao quinto mês, a gestação evoluiu normalmente até a trigésima segunda semana.
Por tratar-se de um caso de gravíssimo risco, Sandra foi hospitalizada para ter acompanhamento diário mais seguro.
Decidiu-se pelo parto cesáreo, no dia 11 de dezembro, e este decorreu sem nenhuma complicação. A criança nasceu pesando 1 quilo e 995 gramas e medindo 42 centímetros.
Devido a problemas respiratórios, precisou ser entubada; teve, porém, um quadro de evolução muito rápida, sendo “extubada” no dia 12, à tarde. Recebeu alta hospitalar no dia 19. O êxito favorável deste caso raro foi atribuído à intercessão do Beato Antônio de Sant’Ana Galvão.
Desde o início, e durante toda a gravidez, ele tinha sido muito invocado pela família e pela própria Sandra que, além de fazer contínuas novenas, tomou as “pílulas de Frei Galvão” com fé e a certeza da ajuda desse “homem da paz e da caridade”.
Os peritos médicos da Congregação para as Causas dos Santos, na sessão de 18 de janeiro de 2006, aprovaram por unanimidade o fato como “cientificamente inexplicável no seu conjunto, segundo os atuais conhecimentos científicos”.
E em 13 de julho o “Congresso dos Teólogos” reconheceu o caso como miraculoso.