Em 10 de outubro de 2004, o Papa João Paulo II inaugurou solenemente o Ano da Eucaristia, na Basílica de São Pedro, rogando: “Ficai conosco, Senhor! Amparai-nos no cansaço, perdoai nossos pecados, orientai nossos passos pela via do bem!”
Essas belas palavras bem exprimem os melhores anseios de alma dos Arautos.
Pois sabem eles que para o apóstolo mais que as distâncias percorridas em sua faina, as noites de estudos, as pregações e os jejuns, têm valor as horas passadas em oração diante do Santíssimo Sacramento.
Sim, é aos pés de Jesus Eucarístico que o fiel encontra conforto, alento e inspiração para o seu apostolado. D’Ele emana toda a vida sobrenatural. “Tudo é graça”, dizia Santa Teresinha do Menino Jesus.
Todo Arauto tem como ponto de honra dedicar uma parte do dia às orações diante do Sacrário. Em várias casas da Associação faz-se a adoração perpétua, com os jovens revezando-se dia e noite em vigília diante do Santíssimo Sacramento exposto.
Rezam pela Igreja, pelo mundo, pelos seus, por si próprios e por todos os que se recomendam às suas orações.
Muitas pessoas perguntam como os Arautos conseguem atrair tantos jovens. É simples, basta mostrar-lhes todo o significado e toda a beleza da devoção marial e eucarística.
O próprio “Jesus escondido” – como diz a bonita expressão popular – lhes falará à alma. Assim como o sol faz desabrochar as flores e amadurecer os frutos, a Sagrada Eucaristia banha de sobrenatural a alma que se expõe à sua benéfica irradiação.
Não é suficiente o conhecimento teórico desta verdade, é preciso ver e experimentar.
Muito tocante neste sentido é observar a reação dos mais jovens, que apenas acabaram de aprender o que é a Eucaristia e mal sabem ainda balbuciar uma oração: entram na capela onde está o Santíssimo exposto, ajoelham-se meio desajeitadamente e lá ficam por horas seguidas, num diálogo mudo com Deus.
Nosso Senhor Sacramentado, por certo, tem muito a lhes dizer…
Em realidade, é só à luz da Eucaristia que pode surgir uma nova era para a Igreja e para a humanidade.