De onde são essas freiras com tão belo hábito cor-de-rosa? Como vivem elas?

São do Brasil. Num recolhido convento localizado na cidade paranaense de Ponta Grossa.

Levam uma vida de clausura, no silêncio e na oração, cumprindo a elevada missão para a qual Jesus as chamou: a Adoração perpétua ao Santíssimo Sacramento, sustentadas pela  graça de Deus.

“Trazemos em nossos corações todas as necessidades e tribulações do mundo!”, dizem elas de si mesmas, com toda propriedade.

Revezando-se 24 horas por dia diante de Jesus Sacramentado, elas Lhe apresentam sem cessar suas orações por todos os necessitados.

De modo muito especial, oferecem sua vida de preces e sacrifícios pela santificação dos sacerdotes e pela obra missionária da Igreja.

Sete vezes ao dia, elas se reúnem na Capela para cantar o Ofício Divino, prestando – em nome da Mãe Igreja – sucessivos atos de louvor e ação de graças a Deus Uno e Trino, Senhor da História.

Tocha ardente diante de Jesus Sacramentado

Elas pertencem à Congregação das Servas do Espírito Santo da Adoração Perpétua.

Esse nome, cheio de beleza e simbolismo, resume seu programa de vida: estar a serviço do Espírito Santificador, o “Doce Hóspede das almas”, passando sua vida como uma tocha ardente de amor diante de Jesus Sacramentado.

Sua origem remonta ao ano de 1865, quando Santo Arnaldo Janssen – sacerdote alemão canonizado em outubro do ano passado, juntamente com um de seus primeiros colaboradores, o Pe. José Freinademetz – fundou a conhecida Sociedade do Verbo Divino, de padres e irmãos missionários.

Em 1889, fundou um ramo feminino, também destinado às atividades missionárias, a Congregação das Servas do Espírito Santo, tendo como cofundadoras a Beata Maria Helena Stollenwerk e a Serva de Deus Hendrina Stemanns.

O Pe. Arnaldo havia, assim, colocado a serviço da Igreja duas pujantes congregações de vida ativa. Mas ele tinha uma convicção profunda de quanto a obra missionária necessita de orações para alcançar os frutos desejados.

Por outro lado, nutria grande devoção a Jesus Eucarístico e, como Santo de largos horizontes, via bem o grande valor que tem para a Igreja e o mundo a Adoração ao Santíssimo Sacramento.

Decidiu, pois, fundar também um instituto de religiosas enclausuradas, cujo principal objetivo fosse estar aos pés de Nosso Senhor Sacramentado, implorando graças para fazer frutificar o trabalho dos Padres e das Irmãs missionárias.

Daí surgiu o ramo contemplativo, as Servas do Espírito Santo da Adoração Perpétua. Para esta nova fundação, o Pe. Arnaldo contou com a valiosa colaboração da Madre Maria Micaela.

Como primeira Superiora Geral, esta transmitiu à jovem Congregação, com muita fidelidade, o espírito, a inspiração e a herança espiritual do Santo Fundador, e por isso é considerada cofundadora.

Seu hábito cor-de-rosa não foi escolhido apenas em função da beleza. Ele simboliza a consagração de cada Irmã ao Divino Espírito Santo, e significa também a alegria de estar a serviço do Reino de Deus.

Fazendo o bem em todo o mundo

A obra fundada por Santo Arnaldo Janssen prosperou. As três Congregações juntas possuem em torno de 10 mil membros espalhados pelo mundo inteiro.

O ramo contemplativo tem vinte casas, em dez países. No convento de Ponta Grossa, 18 Irmãs levam com júbilo suavida de holocausto em benefício das missões.