Caiu a noite, o Sol se pusera majestoso por trás das ilhas numa bela praia, e as trevas se estenderam como um longo manto sobre a terra, rasgado apenas pelas cintilações de longínquos faróis a iluminar uma praia vizinha.
No momento mais inesperado, uma suave luz começou a surgir no escuro horizonte.
Pouco a pouco, distantes ilhas, antes escondidas sob a impenetrável cortina das névoas noturnas, foram se recortando contra o céu que se pintava de um formoso azul-marinho, salpicado de estrelas.
Quase de repente, a luminosidade fez-se mais intensa, o panorama tornou-se mais claro e surgiu, como extraordinário disco de prata, a Lua cheia em todo o seu esplendor.
À medida que ela lentamente se elevava no céu, ia-se formando sobre a irrequieta superfície das águas um suave caminho de prata, que se perdia lá onde o firmamento e o oceano se osculam.
A extasiante beleza do panorama levava a imaginar a estrada que conduz à Bem-Aventurança eterna. Pode acontecer que ameaçadoras ondas se levantem querendo deglutir a frágil embarcação de nossa alma…
Mas, desde que saibamos não nos desviar das prateadas vias da admiração, e naveguemos sob o olhar puro d’Aquela que é chamada Pulchra ut luna (bela como a Lua), podemos ter a certeza de que um dia lá chegaremos.
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 297, Setembro 2026
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 296, Agosto 2026
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 295, Julho 2026
Quem são os Arautos do Evangelho?
Auxílio dos Cristãos
Músicas Natalinas