O cálice é o mais antigo e o mais importante objeto utilizado para o Santo Sacrifício da Missa, tendo sido usado pelo próprio Nosso Senhor Jesus Cristo ao instituir a Sagrada Eucaristia.

Ao longo dos séculos, materiais diversos foram empregados na confecção dos cálices, como, por exemplo, pedra, madeira, barro, bronze ou corno de animais.

Já partir do século V, o uso de cálices de ouro tornou-se frequente para distinguir ao máximo o receptáculo que ­receberia o Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor.

Atualmente a lei eclesiástica determina que o cálice seja de metal nobre e sempre dourado por dentro (cf. Institutio Generalis Missalis Romani, n.328; Redemptionis Sacramentum, n.117). A mesma regra se aplica ao cibório, também chamado de âmbula ou píxide.

O metal nobre visa tributar a honra devida ao Senhor e, pela sua dignidade e perenidade, favorecer na percepção dos fiéis a crença na Presença Real do Salvador nas Espécies Eucarísticas.

O ouro nos recorda a realeza, vindo a significar também os tesouros de sabedoria escondidos em Jesus Cristo. Afirmam alguns teólogos que esse metal simboliza ainda o amor divino e, nesse sentido, a abertura da copa do cálice representa a chaga aberta no Coração de Jesus, do qual emanou o Sangue Divino.

Poder-se-ia dizer que o decoro com que são feitos os vasos sagrados servem aos fiéis como um modelo de como devem estar suas almas ao receberem em si o Rei do Universo.