Sim, a superstição é um pecado contra o Primeiro Mandamento da Lei Divina, conforme nos ensina o Catecismo da Igreja Católica (cf. CCE 2110-2111), o qual também explica tratar-se de um desvio do sentimento religioso e das práticas por ele impostas, desvio esse que pode prejudicar o culto que prestamos ao verdadeiro Deus.
Com efeito, segundo São Tomás de Aquino (cf. Suma Teológica. II-II, q.92, a.1) a superstição é um vício que se opõe, por excesso, à virtude moral da religião, por levar o homem a prestar culto divino de um modo que não deve ou a quem não deve – ou seja, a simples criaturas – ao atribuir a um objeto ou gesto uma virtude sobrenatural que eles não possuem. É o que se passa nos exemplos propostos na pergunta e em tantos outros que conhecemos.
Em vez de depositarmos nossa esperança em práticas carentes de qualquer fundamento até mesmo racional, cresçamos na confiança em Deus e na proteção de Nossa Senhora, dos Anjos e dos Santos. Nós, católicos, sabemos o que agrada ao Pai Celeste: fugir das ocasiões de pecado, frequentar os Sacramentos, rezar… Estas, sim, são ações que podem nos obter a verdadeira felicidade nesta terra e, sobretudo, a glória eterna no Céu.