O cristão é chamado a dar testemunho do evento encontrado, isto é, a auto expor-se no seguimento de Jesus Cristo no rastro do carisma participado e objetivamente garantido pela autoridade. […]
Essa urgência de auto exposição pessoal se jogará inevitavelmente a partir do específico estado de vida.
O modo pelo qual um fiel casado, participando do carisma encontrado, se exprimirá concretamente na vida da Igreja e na sociedade não será idêntico ao dos que seguem Jesus na virgindade consagrada.
O de um sacerdote pertencente a uma sociedade de vida apostólica, ou a formas análogas nascidas da experiência de um Movimento, não será o mesmo daquele de um sacerdote diocesano que também participa do mesmo carisma. […]
Falando de prioridades e perspectivas, é preciso evitar o grave risco de aprovações indevidas. Para a missão dos movimentos e das Novas Comunidades, não existe um caminho único que deva ser percorrido por todas essas realidades.
Sem essa advertência, recairíamos na tentação de querer emaranhar Movimentos e Novas Comunidades nas malhas do “já sabido”, fazendo-lhes perder a providencial e provocativa diversidade para a qual o Espírito os chama.
Como princípio, não se deve impedir ao Espírito a maior variedade de configurações testemunhais, desde que se fique dentro do objetivo fulcral do regimen communionis da Igreja.
Isso indica, entre outras coisas, que o tempo está maduro para reconhecer que a ação e a reflexão sobre a missão dos novos Movimentos na Igreja não pode mais ser considerada um capítulo estável em si mesmo.
Deve necessariamente desenvolver-se no interior da Igreja universal e das Igrejas particulares, na comum sinfonia de todas as agrupações de fiéis, inclusive as clássicas. Isso – e é o segundo ponto de relevo – impõe a coragem e a paciência de saber descobrir novas formas.