O Brasil tem a bênção de ter sido descoberto pelas naus da Ordem de Cristo, e de ter nascido com uma Celebração Eucarística.
Com efeito, já no primeiro domingo depois de avistado o Monte Pascoal, Frei Henrique de Coimbra desembarcou em terra firme para celebrar a Primeira Missa da logo chamada Terra de Vera Cruz.
Nessa região tão carregada de simbolismo, erige-se hoje o Parque Nacional do Monte Pascoal, em cujo território habitam comunidades indígenas que conservam viva a chama da fé trazida por aqueles heroicos navegadores portugueses.
Lá está estabelecida também a “Missão Indígena do Monte Pascoal”, onde as Irmãs Filhas de Nossa Senhora do Monte Calvário, realizam admirável e eficaz trabalho em prol de dez comunidades nativas.
Desejo da própria comunidade indígena
Numa dessas aldeias, Bugigão, estavam os nossos irmãos na fé muito desejosos de construir uma capela dedicada à Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil. E solicitaram auxílio para o “Fundo Misericórdia”, através do Bispo de Eunápolis-BA, Dom José Edson Santana de Oliveira.
O pedido logo foi atendido. Para a entrega da colaboração solicitada, o Pe. Aumir Scomparim, EP, conselheiro do “Fundo Misericórdia”, acompanhado por outros arautos, deslocou-se até a histórica Porto Seguro.
A viagem se destinava também a tomar contato com as comunidades nativas, celebrar com elas a Eucaristia, e administrar os Sacramentos que fossem necessários.
Bugigão, Barra Velha, Pará e Pé do Monte
Após 44 quilômetros de estrada de terra, mais 5 de estrada de areia, chega-se de Porto Seguro, à aldeia do Bugigão.
Ali, os arautos missionários foram recebidos com muita alegria. Havia a expectativa de um grande acontecimento.
Nessa pequena comunidade indígena, de apenas 153 pessoas, foi implantado um Oratório do Imaculado Coração de Maria, que percorrerá as casas locais e um Oratório para crianças.
Ainda em Bugigão, os arautos puderam apreciar um almoço com peixes típicos, oferecido pelos moradores. Foram visitadas também as comunidades de Barra Velha, Pará e Pé do Monte.
Particularmente tocante foi a missa celebrada àqueles povos nativos bem no local onde nasceu esta Terra de Santa Cruz!
No decorrer das atividades com os indígenas, um pensamento lhes servia de fundo de quadro: “Estamos dando continuidade à missão evangelizadora mais antiga do País”.
Apoio do Fundo Misericórdia
À esquerda, Pe. Aumir Scomparim, EP, faz entrega da ajuda para a construção da nova capela à Irmã Maria Tarcísia. À direita, conversando com D. José Edson Santana de Oliveira.
Apoio do Fundo Misericórdia, Março 2010
Bugigão
Após a Eucaristia, adultos e crianças aproximam-se para receber um terço e ser-lhes imposto o escapulário do Carmo. Na aldeia, composta por apenas 35 famílias, já circula um oratório para crianças.
Bugigão, Março 2010
Outras comunidades indígenas
Além de Bugigão, foram visitadas as aldeias de Barra Velha (esquerda), Pará e Pé do Monte. Ao centro, com o pajé, na aldeia Barra Velha. À direita, Missa em Pé do Monte acolitada pelos próprios nativos.
Outras comunidades indígenas, Março 2010
Desejo de toda a aldeia
A comunidade indígena de Bugigão quer ter uma capela para se reunir em torno do altar e louvar a Deus, mantendo a unidade da aldeia em torno da Cruz de Cristo. Desejam dessa maneira, preservar a Fé Católica que receberam, crescendo na devoção a Maria Santíssima.
Desejo de toda a aldeia, Março 2010