Cresce em diversos países o número de educadores e empresários que estão “redescobrindo” a utilidade das boas maneiras, não só para tornar agradável e atraente o convívio social, mas também para a realização de lucrativos negócios.
Segundo informa a agência noticiosa Deutsche Welle, são cada vez mais numerosas as escolas alemãs nas quais se dão cursos de aprendizagem de bom comportamento.
E não só para crianças e adolescentes… Também adultos desejosos de progredir na carreira profissional se inscrevem nesses cursos.
Essa saudável preocupação alastrou-se para grandes empresas norte-americanas e, mais recentemente, para algumas empresas brasileiras.
Em boa hora!…
Exemplo disto é o regulamento de um conceituado estabelecimento hospitalar da Grande São Paulo.
Entre outros pontos, há normas de como tratar com respeito os clientes, os chefes de setores e – note-se bem! – também os colegas de serviço.
Recomenda-se dar a cada um o título adequado: professor, doutor, senhora, etc. E evitar expressões que denotem uma intimidade fictícia, tais como “você”, “querido”, “amorzinho”, e outras do gênero.
Para não causar desagradável impressão aos clientes e visitantes do hospital, a Direção se empenha em que seus empregados não permaneçam sentados, e menos ainda deitados, nas calçadas das imediações durante os intervalos de serviço.
No tocante à apresentação pessoal, os funcionários são incentivados a sempre manter as unhas limpas e com cores discretas, se esmaltadas, a prender com rede os penteados, a usar uniformes bem lavados e passados.
Por fim, recomenda às moças e senhoras que, se quiserem usar maquiagem, esta seja de bom gosto, procurando valorizar a pessoa, sem vulgarizá-la. E um último detalhe: quem gosta de usar perfume, escolha algum de essência discreta.
Como é natural em qualquer organização empresarial, esse hospital empenha-se em conquistar o maior número possível de clientes.
Para isto – além de profissionais competentes e bons equipamentos para proporcionar um atendimento médico perfeito – a Direção julga necessário recomendar a seus funcionários normas de boas maneiras.
Donde se tira a conclusão óbvia de que a prática dessas normas, além de úteis para o convívio entre os funcionários, ajudam a aumentar a clientela… Portanto, em última análise, são destinadas a atender exigências dos pacientes e de seus familiares.
Do ponto de vista católico, o ressurgimento desse desejo de um tratamento digno e elevado é um fato muito auspicioso.
Pois a cortesia, mais do que um apreciável valor social, é um importante elemento da Civilização Cristã, fruto da benéfica influência da Igreja sobre os povos bárbaros por ela evangelizados.
Não podemos, pois, deixar de ver com alegria a frutificação dessa boa tendência em nosso católico país.