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Por que Maria foi concebida imaculada?
 
AUTOR: REDAÇÃO
 
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A grandeza da Imaculada ultrapassa a do universo criado

imaculada conceiçãoMaria Santíssima é a mais excelsa e grandiosa criatura na ordem da criação. Sua altura ultrapassa a dos anjos mais perfeitos, e sua glória se estende para além do universo. São Dionísio Areopagita, vendo-a pela primeira vez, teve a inclinação de adorá-la, tal o porte de sua alma. E é São Bernardo que nos diz: “De Maria pode se dizer tudo, menos que Ela é Deus”. Imensa parte dessa grandeza vem dos seus grandes atributos, definidos pela Santa Igreja nos chamados dogmas marianos. E, no dia 8 de dezembro, um deles e excepcionalmente importante na devoção mariana, é celebrado pela liturgia: sua imaculada conceição. Mas o que podemos dizer de tal verdade? O que é ser concebida imaculada, e por que tal atributo lhe foi concedido? Qual o fundamento de tal dom? Vamos às respostas nas seções abaixo.

O dom dos dons: Mãe de Deus

Maria Santíssima é uma criatura que foi dotada de todas as graças; São Luís de Montfort diz que Deus ajuntou todas as águas e as chamou “Mar”; e ajuntou todas as graças e as chamou “Maria”. Por que, porém, tal como a noiva adornada pelo noivo, foi Nossa Senhora tão agraciada por Deus? Em primeiro lugar, pela sua maternidade divina, o mais alto de seus atributos e celebrado no dia 1º de janeiro. É porque Maria é Mãe de Deus que Nossa Senhora é quem é. A vocação de parir o Homem-Deus é única na História, e por isso também que a Virgem Maria é única; ninguém mais possuirá sua envergadura de alma.

Os santos nos dirão que Maria não merecia outro filho senão Cristo, e que Jesus não merecia outra mãe senão Maria. Os corações de Jesus e Maria se entrelaçam numa mesma missão: a redenção do gênero humano, e por isso Nossa Senhora recebe o título de Corredentora da humanidade e Mãe da Divina Graça, pois a gerou para nós quando gerou seu Divino Filho.

Pressuposto da maternidade divina: a Imaculada Conceição

Se ninguém mais estava a altura para a Missão de Mãe de Cristo, foi porque Deus constituiu Nossa Senhora de uma forma singular. Isto significa Imaculada Conceição: ao ser idealizada por Deus, Maria Santíssima já o foi sem pecado original. Assim, quando todos sobre a Terra estavam manchados pela falta de Adão, Nossa Senhora, ao ser concebida no ventre de Santa Ana, sua Santa Mãe, já estava limpa e purificada pelos méritos de seu Divino Filho. Como Deus está fora do tempo, Ele aplicou a redenção comprada por Cristo, purificando Nossa Senhora desde toda eternidade.

Maria teve um discernimento perfeito de si mesma

Assim, a Imaculada Conceição garantiu para Nossa Senhora os seguintes benefícios: desde ventre materno, Maria Santíssima já tinha consciência de si mesmo, e entendia a si perfeitamente. Ainda não conseguia discernir sua vocação de Mãe de Deus, mas sabia bem que possuía algumas virtudes que a tornavam excepcional. Longe de a fazer cometer pecado de orgulho, Nossa Senhora reconhecia que estes benefícios vinham de Deus para alguma causa misteriosa, e rendia-lhe graças. Sabemos pela revelação particular de alguns santos que Nossa Senhora queria ser escrava da Mãe do Messias, e que compreendia assim sua vocação. Qual não foi sua surpresa ao anúncio do Anjo!

Nossa Senhora foi íntegra de corpo e mente

Outro benefício que ser concebida sem pecado original garantiu a Nossa Senhora foi a integridade perfeita de seu lado espiritual. A sua inteligência guiava sua vontade que governava seus sentimentos, o que lhe deu um controle absoluto de suas necessidades. Isso não quer dizer que o demônio não a tentava através de suas mentiras; o pai da mentira queria lhe fazer mal, mas Nossa Senhora não ofendeu a uma vez sequer seu Criador.

Por último, temos também ao mesmo tempo uma grande dádiva e uma grande cruz: como seu Filho, Nossa Senhora era plenamente humana. Enquanto somos constituídos cheios de traumas e incertezas que começam cedo, pendemos para vários lados: alguns terão mais apreço pela sua segurança física, outros serão menos responsáveis, outros ainda terão excessiva sensibilidade enquanto outros serão mais rudes e naturalmente menos empáticos. Maria Santíssima, porém, sentiu tudo na perfeita medida: o que significa que os imensos sofrimentos que lhe acometeram, desde o nascimento de seu Divino Filho numa gruta fria em Belém até os seus finais suspiros na Cruz, tiveram uma gigantesca repercussão em seu coração. Mas, por outro lado, também nas alegrias, da maternidade divina à ressurreição e ascensão de Jesus, Ela exultou como ninguém mais pôde.

Outros dons de Maria: Virgindade Perpétua e Medianeira Universal

Enquanto o dom da Maternidade Divina foi logo declarado nos primeiros séculos da comunidade cristã, no concílio de Éfeso, em 431, o dogma da Imaculada Conceição só foi proclamado em 1854, pelo Papa Pio IX. Este foi o terceiro dos dogmas marianos: o segunda foi no concílio de Latrão, em 649, que declarava a Virgindade Perpétua de Maria. Ou seja, mesmo sendo Mãe e gerando a Cristo, este nasceu sem fender a sua Virgindade, tornando-a Virgem e Mãe, uma excelência que nenhuma outra criatura conhecerá jamais.

Em 1950 temos o quarto dogma de Maria proclamado: Pio XII decreta que a sua assunção é uma verdade de fé. Isto significa que Nossa Senhora está de corpo e alma no Céu, como seu Filho. Ela, com este dogma, torna-se também a promessa de nossa vida futura, quando um dia estaremos também, após a ressurreição dos mortos, no Céu com nossos corpos.

Um dogma mariano intensamente debatido, e que ainda não foi proclamado, é o de Medianeira Universal. São Luís de Montfort é um grande defensor destra prerrogativa: Deus quis vir por Maria ao mundo, e, por isso, quer fazer vir sua salvação por meio de sua Mãe também. Isso significaria que Deus constitui Nossa Senhora como ponte necessária entre Ele e os homens, o que não diminui em nada sua grandeza, e só aumenta sua compaixão para conosco: Ele não quis nos deixar órfãos. Sabendo que seria nosso Juiz, não quis nos privar o direito universal de ter uma advogada, e a melhor delas: sua Santa Mãe.

 
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