Ainda mais comovedores são os últimos meses de Jacinta neste mundo.

Ela ficara sozinha, sem o querido irmão, a sofrer para a conversão dos pecadores, pelo Santo Padre e em reparação ao Imaculado Coração de Maria.

Aproveitou igualmente os dias que lhe ficavam de vida para enriquecer ainda mais sua já preciosa alma, com intensos atos de amor a Jesus e a Nossa Senhora.

Fazia repetidos oferecimentos de seu extremo sacrifício, com uma invariável bondade e cuidado para com as pessoas de todas as idades que a visitavam.

Gostava especialmente da companhia das crianças mais novas, às quais ensinava o Pai-Nosso, a Ave-Maria, a benzer-se, a cantar e a rezar o Terço.

Acima de tudo, aconselhava-as a não cometerem pecados, para não ofenderem a Deus Nosso Senhor e não irem para o inferno.

Os adultos que iam ter com ela mostravam admiração pelo seu porte, sempre igual, paciente, sem a menor queixa ou exigência.

Quando estava doente de cama, na posição em que a mãe a deixava, assim permanecia. E se lhe perguntavam se estava melhor, respondia: “Estou na mesma” ou “parece que estou pior, muito obrigada”.

As pessoas sentiam-se muito felizes junto dela e não paravam de a interrogar sobre os acontecimentos da Cova da Iria. Ela respondia a tudo sem demonstrar aborrecimento. Apenas confidenciava depois à prima Lúcia:

— Me doía tanto a cabeça por estar ouvindo aquela gente! Agora que não posso fugir para me esconder, ofereço mais sacrifícios destes a Nosso Senhor…

Se, na sua presença, os visitantes diziam algo que não fosse correto, Jacinta intervinha logo:

— Não digam isso, pois ofendem a Deus.

E se lhe revelavam aspectos pouco louváveis de suas famílias, respondia-lhes:

— Não façam isso, que é pecado, injuriam a Nosso Senhor e, depois, podem condenar-se e ir para o inferno.