“Elias, o profeta, levantou-se logo como um fogo”

Seu nome, que significa “o Senhor é meu Deus”, aparece de forma abrupta na história do Reino de Israel, e já com um brilho prodigioso: “Suas palavras queimavam como uma tocha ardente. Elias, o profeta, levantou-se logo como um fogo” (Eclo 48, 1-10).

Sabe-se que Santo Elias nasceu em torno do ano 900 a.C. em Tesba de Galaad, junto à fronteira do país dos amonitas (atual Jordânia).

Quando Elias estava para nascer, seu pai Sabacha viu-o saudado por alvos Anjos, envolvido por faixas de fogo e alimentado com chamas. Tendo ido a Jerusalém, relatou [no templo] a visão, e o oráculo lhe disse que não temesse, pois aquele que ia nascer habitaria na luz, suas palavras seriam sentença segura e julgaria Israel com gládio e fogo.[1]

Sua vida foi repleta de aspectos extraordinários. Numerosos autores lhe atribuem a virgindade perpétua, embora essa virtude fosse rara em seu tempo.

O famoso exegeta Cornélio a Lápide lhe confere, logo no início de seus comentários, a santidade, a austeridade e a inocência de vida.

Mostra, depois, como o profeta se tornou fundador da vida monástica e eremítica, ao retirar-se para o Monte Carmelo, onde se dedicou à contemplação, reunindo Eliseu e vários discípulos.


Notas:
[1] Doroteu, Sto. Epifânio e Metafrates apud CORNÉLIO A LÁPIDE. Comentários ao Livro 1º dos Reis, cap. 17.