Entre os acontecimentos da Revolução francesa, os massacres de setembro são os mais tristemente célebres.

Santos Martires.............jpgVetado o decreto, pelo soberano, suspendendo a côngrua aos sacerdotes refratários ao juramento civil e outro decreto punindo de morte os emigrados que não retornassem, ambas resoluções da Legislativa, a atitude real provocou graves distúrbios: o povo invadiu as Tulherias, obrigando Luís XVI a cobrir-se com um barrete frígio e a fazer uma saudação à nação.

Quando chegou a Paris a notícia da invasão prussiana, a agitação chegou Ao auge. E os "filósofos", os enciclopedistas, todos os primevos da Revolução, que haviam votado tremendo ódio à religião e aos seus ministros, entraram a agir loucamente.

Assim, depois do 10 de Agosto e da queda da monarquia, uma vez desaparecidos o tirano e o veto, começaram as prisões a encher-se de "refratários ao juramento de fidelidade à Constituição civil". E tão grande era o número de presos, e os cárceres, insuficientes, tão abarrotados jaziam, que se tratou de transformar os próprios mosteiros e abadias em prisão.

O massacre principiou a 2 de Setembro, no mosteiro beneditino de Saint-Germain-de-Prés, alastrando-se depois, assustadoramente, selvagemente. Por não prestar o juramento, foram mortos os bispos João Maria do Lau de Alleman, nascido em 1738, no castelo da Costa, paróquia de Brias, diocese de Perigueux, arcebispo de Arles; Francisco José de La Rochefoucauld Moumont, nascido em 1736, paróquia de São João de Angouleme, bispo de Beauvais; Pedro Luís de La Rochefoucauld (irmão de Francisco José) nascido em 1744, bispo de Saintes; e muitos padres, vigários, curas da diocese de Paris, das dioceses das províncias e pessoas do clero regular e laicos, às centenas. (Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XV, p. 446-447)