No dia 16 de outubro, a Igreja Católica celebra Santa Edwiges, a quem a maioria das pessoas conhece como a "padroeira dos endividados".
Confiantes em seu auxílio, os fiéis recorrem à sua intercessão nas dificuldades financeiras e, geralmente, são atendidos pela Providência Divina.
A eficaz intercessão de Santa Edwiges no campo econômico e financeiro leva muitos a pensarem que a ajuda aos endividados seja sua única e exclusiva ação intercessora.
Vivendo todas as virtudes em um altíssimo grau e alcançando a perfeição possível a um ser humano, como recomendam os Evangelhos, os Santos são colocados como exemplos de vida para nós.
Os Santos amaram a Deus por inteiro e d'Ele refletem, também por inteiro, toda bondade e todo amor divino. Por sua intercessão, eles podem alcançar do Altíssimo tudo que a humanidade necessita, enquanto ainda peregrina por este "vale de lágrimas".
Com Santa Edwiges não é diferente!
Refletindo sobre o seu caminhar rumo à Casa do Pai, conseguimos compreender, pelos reflexos de suas virtudes e méritos, o que mais podemos pedir-lhe, além da tão necessária ajuda que ela presta aos endividados, aos pobres e aos desvalidos. Olhemos para a vida de Santa Edwiges:
Uma Santa nobre
Edwiges nasceu na Bavária, Alemanha, em 1174, sendo filha de uma família de nobres. Aos 12 anos, casou-se com o Duque da Silésia e da Polônia, Henrique I, de 18 anos. Eles tiveram sete filhos.
Aos 20 anos, Edwiges sentiu o chamado de Jesus e, após conversar com seu marido, os dois decidiram seguir o Senhor, mantendo no casamento o voto de abstinência sexual.
Zelo pelos necessitados
Desde pequena, Edwiges dava sinais de seu desapego material e zelo pela vida espiritual, sua e dos demais.
Entregando-se à piedade e à caridade, empregava grande parte dos seus ganhos para auxiliar os necessitados.
Sabendo que muitos eram presos por causa de dívidas, passou a ir aos presídios, saldando as contas com o próprio dinheiro, com isso, conseguia libertar os encarcerados e ainda lhes arrumava um emprego.
Seu marido, Henrique I, construiu o Hospital da Santa Cruz, em Breslau, e Edwiges fundou um hospital para leprosos em Neumarkt, onde eles atendiam pessoalmente aqueles que sofriam desta doença.
Penitência
Por penitência, a Santa costumava ir à Igreja descalça, na neve, mas ela levava os sapatos na mão para colocá-los imediatamente, caso encontrasse alguém.
Edwiges e Henrique fundaram muitos mosteiros, entre eles o de Trebnitz, na Polônia, do qual sua filha Gertrudes se tornou abadessa.
Após a morte de seu marido, Edwiges tornou-se monja em um desses mosteiros e continuou a servir os necessitados e enfermos.
Vontade de Deus
Edwiges viu morrer seis de seus sete filhos e viu também a morte de seu marido, vítima de uma doença que contraiu depois que foi mantido prisioneiro em uma guerra.
Quando Henrique I morreu, muitas religiosas choraram e Edwiges as confortou dizendo: "Por que se queixam da vontade de Deus? Nossas vidas estão em suas mãos e tudo que Ele faz é bem feito".
Profecias e Milagres
Santa Edwiges tomou o hábito religioso de Trebnitz, mas prometeu continuar a gerir suas ações em favor dos necessitados. Deus lhe concedeu o dom da profecia e dos milagres e, através dela, operou muitos milagres em enfermos.
Devoção a Nossa Senhora
Ela amava muito a Maria e, por isso, sempre carregava uma pequena imagem da Virgem em suas mãos. Quando morreu, em 15 de outubro de 1243, foi impossível tirar a imagem de suas mãos.
Anos mais tarde, quando foram transladar seu corpo, encontraram a imagem empunhada e os dedos que a seguravam incorruptos.
Santa Edwiges foi canonizada em 1266, pelo Papa Clemente IV. (JSG)
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 297, Setembro 2026
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 296, Agosto 2026
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 295, Julho 2026
Quem são os Arautos do Evangelho?
Auxílio dos Cristãos
Músicas Natalinas