Filho de pais pagãos, São Martinho de Tours nasceu na Hungria por volta do ano 316. Aos 15 anos, viu-se obrigado a entrar no exército, devido a um edito imperial.
Divergem os historiadores sobre a duração do seu serviço militar. Alguns julgam ter permanecido no exército o tempo então exigido: 25 anos.
Como soldado da Guarda Imperial, passou em Amiens a maior parte de sua vida castrense. Aconteceu ali o célebre episódio que ficou imortalizado nas páginas hagiográficas de São Martinho e em inúmeras obras de arte.
Espírito de caridade
Durante o rigoroso inverno de 335, o Santo passava por uma das portas da cidade quando avistou um mendigo tremendo de frio, o qual estendeu-lhe a mão, pedindo auxílio. Martinho não tinha dinheiro para dar-lhe, mas, sem titubear, sacou a espada, dividiu ao meio sua capa de frio e entregou uma parte ao infeliz.
Nessa noite, o jovem soldado viu em sonhos Cristo Jesus vestido com a metade do agasalho por ele doado. E ouviu-O dizer com voz forte a uma multidão de Anjos: "Martinho, que é apenas catecúmeno, cobriu-Me com este manto".
Embora ainda não batizado, sua alma estava já embebida da caridade cristã. Depois de receber o Batismo e renunciar à milícia, São Martinho fundou um mosteiro em Ligugé (França), onde viveu a vida monástica sob a direção de Santo Hilário.
Mais tarde, recebeu a ordem sacerdotal e foi eleito Bispo de Tours. Morreu em 397.
A capa de São Martinho dá origem à capela
A meia capa de São Martinho de Tours foi colocada em uma urna e construíram-lhe um pequeno santuário. Como em latim "meia capa" se diz "capela", as pessoas costumavam dizer: "Vamos rezar onde está a capela". Desse modo, o nome "capela" se popularizou e passou a ser usado para designar os pequenos lugares de oração.
São Martinho de Tours é padroeiro da Guarda Suíça Pontifícia, da França e da Hungria. A Igreja celebra sua festa litúrgica no dia 11 de novembro.