26 de fevereiro

A água milagrosa operou o primeiro milagre.

O bom pároco de Lourdes havia pedido um sinal, e em vez do pequeno que havia pedido, a Virgem acabava de dar um sinal muito grande, não somente a ele, mas a toda a população.

Havia em Lourdes um pobre operário dos canteiros, chamado Bourriette, que vinte anos antes havia tido o olho esquerdo severamente atingido por uma explosão de uma mina. Era um homem muito honrado e muito cristão, que mandou a filha buscar água na nova fonte e se pôs a rezar.

Embora estivesse um pouco suja, esfregou os olhos com ela. Começou a gritar de alegria: as trevas haviam desaparecido, não lhe restava mais do que uma leve nuvem, que foi desaparecendo enquanto lavava!

Os médicos haviam dito que ele jamais se curaria. Ao examiná-lo novamente, não sobrou outra alternativa que chamar o ocorrido por seu nome: milagre.

E o mais impressionate foi que o milagre havia deixado as cicatrizes e lesões profundas da ferida, mas havia devolvido, mesmo assim, a vista.

Muitos milagres continuam ocorrendo em Lourdes, havendo no santuário sempre uma multidão de doentes.

4 de março

Seguindo seu costume, Bernadette, antes de ir à gruta, assistiu à Santa Missa.

No final da aparição, teve a grande tristeza: a tristeza da separação. Voltaria a ver a Virgem?

A Virgem, sempre generosa, não quis que terminasse o dia sem uma manifestação de sua bondade: um grande milagre, um milagre maternal.

Um menino de dois anos estava já agonizando, chamava-se Justino. Desde que nasceu, teve uma febre que ia pouco a pouco destruindo sua vida.

Seus pais, nesse dia, o deram por morto. A mãe, em seu desespero, pegou-o e o levou para a fonte. O menino não dava sinais de vida. A mãe o colocou quinze minutos na água que estava muito fria.

Ao chegar em casa, notou que se ouvia com normalidade a respiração do menino.

No dia seguinte, Justino acordou com a fronte fresca e viva, seus olhos cheios de vida, pedindo comida e suas pernas fortalecidas.

Este fato comoveu a toda a comarca e, logo, toda a França e Europa. Três médicos de grande fama certificaram o milagre, chamando-o de primeira ordem.