Cidade do Vaticano (Sexta, 02-01-2009, Gaudium Press) Mais uma vez o Papa Bento XVI falou sobre a crise econômica e suas conseqüências especialmente sobre os mais pobres. A última incursão do Santo Padre no assunto ocorreu durante tradicional discurso de fim-de-ano na Basílica de São Pedro, quando celebrava os ritos de agradecimento Vespri e Te Deum. Segundo o Papa, a humanidade precisa estar mais unida para enfrentar o problema.
"A sociedade - enfatizou Bento XVI, endereçando seu apelo sobretudo aos jovens - precisa de cidadãos que não se preocupem só com seus próprios interesses, porque senão o mundo irá a ruína", uma advertência já feita no discurso de Natal.
Diante do prefeito de Roma, Gianni Alemanno, e do cardeal vigário Agostino Vallini, Bento XVI alertou novamente para a necessidade de enfrentar o que chamou de "emergência educacional". As palavras mais duras, porém, foram reservadas para os tempos atuais, "símbolos da incerteza e da preocupação para o que está por vir, ao que passamos de 2008 para 2009 com o coração cheio de desejo e esperança, e também temor e dificuldade", referência aos efeitos da crise econômica mundial.
"Queridos irmãos e irmãs, este ano se fecha com a clareza de uma grave e crescente crise social e econômica, que diz respeito ao mundo inteiro; uma crise que pede de todos um pouco mais de sobriedade e solidariedade para ajudarmos especialmente aquelas pessoas e aquelas famílias em maiores dificuldades. A comunidade cristã já está se empenhando e sei que a Cáritas Diocesana e outras organizações beneficentes estão fazendo o possível, mas é necessária a colaboração de todos, porque ninguém pode pensar que consegue construir sozinho a própria felicidade", exortou Bento XVI.
Ao finalizar seu discurso, o Papa pediu fé e a confiança de todos de que as adversidades serão superadas em breve: "Ainda que ao horizonte desenhem-se não poucas sombras sobre o nosso futuro, não devemos ter medo".