Em seu comentário à Ética a Nicômaco, São Tomás teve ocasião de aprofundar a questão da amizade, explicada pelo Estagirita com a clareza e o bom senso característicos. Com seu senso das reversibilidades, o Aquinense chegou à conclusão de que a perfeição do amor mútuo dá-se na expressão mais pura da amizade, aquela em que se deseja desinteressadamente o bem do amigo. Amizade essa levada ao auge pelo Redentor ao dar sua vida pelos seus amigos.
Por isso São Tomás, na Suma Teológica, ao tratar da caridade a define como “amizade” entre Deus e os homens principalmente, mas de modo secundário como amizade entre os “viadores” que solidariamente procuram a eterna salvação.
Dando mais um passo, o Doutor Angélico define a perfeição ou santidade, como a perfeição da caridade. Daí o deduzir-se com segurança que a santidade é a perfeita amizade.
Revista Arautos do Evangelho, Ano XXV, nº 297, Setembro 2026
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