O dia das mães é comemorado em quase todo mundo. Uma festa que aos poucos foi perdendo seu verdadeiro e profundo valor, para adquirir uma acentuada conotação comercial: trocas de presentes.
Mas a essência desta comemoração é o dom da vida, pois há uma união entre a mãe e o filho, no claustro materno, que é quase impossível descrever.
Talvez poderíamos trocar a palavra “mãe” por “amor”, e teríamos aproximadamente o que significa esse dom.
Mãe é igual a amor!
Mas o que é o amor? Exemplifico.
Teste de “fidelidade”
“Era uma vez…” – assim começavam as histórias antigas.
Dois jovens se conheceram e começaram a se amar. Ele era sonhador; e ela, interesseira e má.
A fim de provar o amor de seu amado, a moça o colocou à prova: pediu que lhe trouxesse o coração de sua mãe.
Assim, o rapaz triste, abatido, mas apaixonado, cometeu o horrível crime.
Após matar sua própria mãe, embrulhou o coração dela num tecido e apressadamente levou-o à sua namorada, como prova de que seu amor era maior do que tudo.
No caminho, como corria muito, tropeçou e caiu. O coração rolou ao chão, e de dentro saiu uma voz que dizia: “Meu filho, você se machucou?”
Três amores
Temos representado nesse conto três amores: o amor egoísta do filho por sua namorada, o da jovem que ama a si mesma a ponto de tornar-se de exigir um crime absurdo, e o sentimento puro da mãe, que tudo ama e tudo perdoa.
O amor de uma mãe foi sempre apresentado com essa pureza de intenção, abnegação, entrega. Um amor sem limites, profundo, que ultrapassa todas as ingratidões. Em uma só palavra, é um reflexo luminoso do amor de Deus.
Sim. Pois Deus é Amor. São João Evangelista, o discípulo amado, afirma que: “Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é Amor” (I Jo 4, 8).
Ora, então como podemos explicar que o amor pode levar ao crime, como descrito acima?
O amor é sempre bom, mas o objeto amado nem sempre…
Santo Agostinho, quando trata sobre a caridade, explica que o amor é sempre bom. Mas ele pode cair sobre o objeto errado.
No caso acima, o rapaz escolheu uma pessoa má para depositar sua paixão. Devemos sempre ter muito cuidado quanto à escolha do objeto amado.
Nosso Senhor Jesus Cristo nos ensina: “Este é o meu Mandamento: amai-vos uns aos outros, como Eu vos amo. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos” (Jo 15, 12-13).
Amar todas as criaturas por amor a Deus. É nessa medida que poderemos encontrar a verdadeira paz que o mundo atual tanto procura, pois segundo São Bernardo: “A medida de amar a Deus é amá-Lo sem limites”.