Percorremos todo o ano litúrgico e ele agora chega ao seu final com a Solenidade de Cristo Rei.

Por onde andamos ao percorrer todo este ano?

E finalmente, subiu aos Céus

Passamos pelo Advento, onde ouvimos:

“Eis que o Rei há de vir, Senhor da Terra, Ele mesmo de nós afastará o jugo de nosso cativeiro” (aclamação ao Evangelho da segunda-feira da II semana do Advento).

Logo depois, nas alegrias do Natal, a Igreja cantou na vigília da Noite Santa: “Nasceu para nós um Menino, um Filho nos foi dado. Ele traz nos ombros as insígnias da realeza”.

Na Epifania, a pergunta dos Reis Magos ecoou em nossos corações: “Onde está o Rei dos judeus que nasceu?” (Mt 2, 2).

Durante a Paixão, no Domingo de Ramos, a Liturgia cantou: “Glória, louvor, honra a Ti, ó Cristo Rei, Redentor”.

Finalmente, no Tempo Pascal, pudemos contemplar o Rei da eterna glória que, subindo aos Céus, sentou-Se em seu trono, à direita do Pai.

Reconhecer a realeza de Cristo: única via de salvação

Após todas as comemorações litúrgicas, chegamos à Solenidade de Cristo Rei, que encerra o ano litúrgico e dá a nota final da realeza de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do universo.

Esta solenidade foi instituída em 1925, pelo Papa Pio XI, com a Encíclica Quas primas.

Ao comentar, em 1939, esta data, a importância e a necessidade de reconhecer a realeza universal de Cristo, o Papa Pio XII assim se expressou:

No começo do caminho que conduz à indigência espiritual dos tempos presentes, estão os nefastos esforços de não poucos para destronar a Cristo, o afastamento da lei da verdade que Ele anunciou, da lei do amor, alento vital de seu Reino.

O reconhecimento dos direitos reais de Cristo e a volta à lei de sua verdade e de seu amor são a única via de salvação!