Santa Cruz do Sul - Rio Grande do Sul (Quinta-Feira, 24/07/2014, Gaudium Press) Dom Canísio Klaus, Bispo da Diocese gaúcha de Santa Cruz do Sul, escreveu um artigo, com o título "Evangelizar é comunicar", em que ele fala sobre o 4º Encontro Nacional da Pastoral da Comunicação, que ocorrerá de 24 a 27 de julho, em Aparecida do Norte (SP). Em sua reflexão, o Prelado afirma que o encontro vem confirmar a opção Igreja pela comunicação, ciente de que, conforme reza o Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil "a evangelização é sempre comunicação, e toda a vida da Igreja é permeada pela comunicação" (Doc. 99 da CNBB, nº 232).
De acordo com Dom Canísio, o diretório foi aprovado pelos bispos do Brasil na Assembleia Geral da CNBB, em abril deste ano. Para ele, se for colocado em prática ajudará a Igreja na sua missão evangelizadora, na sua presença samaritana, consoladora e libertadora. Ele recorda as palavras do Papa Francisco que disse: "Quem comunica faz-se próximo, uma vez que comunicar significa tomar consciência de que somos humanos, filhos de Deus".
Ainda conforme o Prelado, até os anos 60, a Igreja tinha reticência aos meios de comunicação social, buscando preservar os fiéis da influência negativa da imprensa. A partir do Vaticano II, "os recursos da comunicação passaram a ser reconhecidos como verdadeiras maravilhas da civilização contemporânea e o magistério passou a defender o direito de usar esse recursos" (nº 220), uma vez que é impossível "cumprir o mandato de Cristo, sem utilizar as vantagens oferecidas por esses meios" (nº 155).
O Bispo também explica que o Diretório de Comunicação parte do princípio de que, na criação "Deus revelou-se como autor e comunicador da vida" (nº 34). Por isso, conforme Dom Canísio, a comunicação, em sua natureza e manifestação, é a expressão do amor de Deus, tornado visível em Jesus Cristo. Ele ressalta que Jesus, em sua vida terrena, se mostrou um exímio comunicador, expressando-se em linguagem simples, falando por meio de parábolas e se aproximando com atitude acolhedora da mulher, da criança, do órfão, do pobre, do sofredor e do centurião.
"Ele anunciava o Reino de Deus através de palavras e exemplos. A preocupação com a comunicação deve perpassar todas as atividades da Igreja, a começar pela liturgia, passando pela catequese, grupo de jovens, pastoral familiar, serviço da caridade, grupo de família, movimentos eclesiais, cursos de formação e administração dos bens. Não é possível ser agente de pastoral sem cuidar da comunicação", enfatiza.
Por fim, Dom Canísio destaca que a comunicação digital foi agregada às tradicionais formas de comunicação, e que não podemos ignorar, mas precisamos "promover a presença da Igreja neste ambiente, como um lugar de testemunho e anúncio do Evangelho" (nº 194), conforme nos pedem os últimos papas.
"O Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil, além de nos desafiar a nos valermos dos variados meios de comunicação, também nos apresenta alguns princípios que devem nortear as nossas ações. Por isso, os agentes de pastoral e os profissionais que trabalham nos Meios de Comunicação Social, são convidados a se inteirar do conteúdo deste importante documento da Igreja", conclui. (FB)
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