Lisboa - Portugal (Quarta-feira, 16-05-2018, Gaudium Press) O Padre Fernando Sampaio, coordenador nacional das capelanias hospitalares em Portugal, considera que o debate da eutanásia é "preocupante" porque mostra o quanto a sociedade perdeu a noção de "acompanhamento da pessoa no sofrimento".

Quanto mais perigo, mais respeito à vida
Em entrevista à Agência ECCLESIA, realizada ainda dentro das atividades da Semana da Vida que a Igreja Católica está promovendo, o padre Fernando Sampaio frisa que é "exatamente quando a vida mais está em perigo" que "mais respeito" deve existir por ela.
"Se nós não reconhecemos a dignidade da pessoa humana, a sua dimensão única, exatamente nesses momentos, quando é que a vamos reconhecer?", argui o sacerdote, para quem é fundamental recuperar estes valores, "essas dimensões quer ao nível da sociedade quer às vezes da própria família".
Respeito e carinho animam
Sem "a afirmação de que a pessoa é única, de que é amada", ela é levada muitas vezes "a desistir", porque sente que é um "peso para os outros".
Para o padre Sampaio, não será a eutanásia que vai resolver este problema. A legalização da eutanásia irá sim reforçar esta falta, porque "a eutanásia não resolve o sofrimento", ela destrói, "destrói a vida".
"Quando alguém pede a eutanásia está dando um grito muito grande, está dizendo: ‘olhem para mim', respeitem a minha dignidade, ajudem-me", afirma o sacerdote coordenador nacional das capelanias hospitalares em Portugal.
Semana da Vida: ‘Eutanásia... o que está em jogo?'
A Igreja Católica em Portugal promove até 20 de maio a Semana da Vida, este ano dedicada ao tema ‘Eutanásia... o que está em jogo?'. (JSG)
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