Passo Fundo - Rio Grande do Sul (Quarta-Feira, 12/02/2014, Gaudium Press) Dom Urbano Allgayer, arcebispo emérito de Passo Fundo, no Estado do Rio Grande do Sul, escreveu um artigo, com o título "Paz e guerra no mundo", em que ele afirma que o 5º mandamento da Bíblia, "Não matarás", é válido para todos os tempos, e que a guerra é a mais cruel maneira de matar inocentes.
De acordo com o prelado, tratados de Ética e Moral distinguem entre guerras de defesa, lícitas, e guerras de ataques, injustas. Ele salienta que é notável que houve santos canonizados que comandaram guerras. "Como entender"?, questiona o arcebispo, que cita uma série de exemplos a seguir.
Segundo dom Urbano, São Pio V era monge dominicano, e ao seu eleito papa conservou o mesmo hábito branco - seu tipo de roupa simples, que os seus sucessores até hoje usam, acrescidos pelo anel, a cruz peitoral e o solidéo (cobertura da cabeça). Ele explica que os chefes das nações europeias o escolheram como soberano na defesa contra os turcos muçulmanos. "Na batalha de Lepanto, em 7 de outubro de 1571, os navios de guerra do papa destruíram radicalmente a frota dos agressores", recorda.
Outro exemplo mencionado pelo arcebispo é de São Luís IX, piedoso rei da França, que fez a sexta e a sétima cruzadas, as últimas. Conforme dom Urbano, na primeira em 1248, o rei caiu prisioneiro dos turcos e teve que pagar vultoso resgate, a última, em 1270, foi de total fracasso. Ele afirma que a peste mortífera irrompeu no Exército e o santo rei foi uma das primeiras vítimas.
"Portugal e Espanha nunca participaram de cruzadas. Com muita perseverança, por 7 séculos lutaram na reconquista de seus territórios ocupados pelos sarracenos islâmicos e em 1492 os reis católicos espanhóis puderam festejar a expulsão dos últimos invasores de seus países, no estreito de Gibraltar", ressalta o prelado.
O arcebispo lembra também o exemplo da santa Joana d'Arc, que era uma jovem pastora de Domremi, na França. Dom Urbano enfatiza que, posta à frente do Exército em Orléans, ela venceu os ingleses em guerra e levou o fraco rei Carlos VII a assumir sua missão e expulsou os ingleses. "Joana d'Arc, pouco após seus atos heroicos, atraiçoada, foi presa e morreu na fogueira, condenada por tribunal inglês."
Por fim, o prelado cita o bem-aventurado Carlos I, que foi imperador da Áustria. Segundo o arcebispo, ele sucedeu ao seu pai Francisco José I e teve o contragosto de liderar a primeira guerra mundial (1914-1918), aliado a Guilherme I, imperador da Alemanha. "Após a derrota, Carlos I foi exilado para a Ilha da Madeira, onde edificou os aldeões portugueses com sua santidade de vida. Foi beatificado por João Paulo II", conclui. (FB)
Outubro de 2026, nº 298
Setembro de 2026, nº 297
Agosto de 2026, nº 296
Quem são os Arautos do Evangelho?
Auxílio dos Cristãos
Músicas Natalinas