Aparecida - São Paulo (Segunda-feira, 05-05-2014, Gaudium Press) Os desafios da evangelização da família proposto pelo Papa Francisco para o próximo Sínodo dos Bispos sobre a família, que acontecerá entre os dias 5 e 19 de outubro deste ano, no Vaticano, foi um dos temas abordados pela 52ª Assembleia Geral da CNBB, em Aparecida.
A temática, apresentada pelos membros da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, mostrou aos participantes indicativos e caminhos para evangelizar as família no contexto atual da sociedade.
Na ocasião, o Bispo de Camaçari, na Bahia, e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB, Dom João Carlos Petrini, disse que, após a coleta das respostas enviadas pelas dioceses, será elaborado um documento de trabalho pela Secretaria do Sínodo.
Segundo Dom Petrini, o Sínodo convocado pelo Pontífice chega em um momento oportuno, em vista dos "desafios pelos quais a família enfrenta estão relacionados às mudanças na vida em sociedade e devem ser enfrentados por meio de mobilizações e também da formação".
O Bispo de Camaçari explicou ainda que é necessário que a Pastoral Familiar, presente nas dioceses e comunidades, realizando seu trabalho no campo da evangelização das famílias, supere a condição jurídica, para uma compreensão da vida conjugal, da família, da paternidade e maternidade como caminhos da realização humana.
"A Pastoral Familiar tem a missão de ajudar os casais a compreender toda a beleza e humanidade de uma família como fonte de alegria", reforçou.
Ao lembrar os ensinamentos de São João Paulo II, o prelado acredita que ele deixou para nós um legado valioso, bem como grandes contribuições para a formação das famílias por meio de suas mensagens, exortações e catequeses.
"São João Paulo II aprofundou a temática do amor humano como caminho de felicidade e de realização", ressaltou.
Além disso, Dom Petrini assegurou ser necessário que as famílias retornem ao desígnio de Deus e que os casais compreendam que a família é o espaço da vida em totalidade.
No final de seu discurso, o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB destacou que o próximo Sínodo dos Bispos deverá refletir sobre a vida conjugal e os valores dos relacionamentos e comentou que um dos desafios será debater a vivência do matrimônio fora da visão mercadológica tanto motivada nos dias atuais.
"O matrimônio não pode ser tratado com a lógica de mercado, mas como um dom, para o bem e a felicidade do outro", concluiu. (LMI)
Da redação Gaudium Press, com informações CNBB
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