Redação (Sexta-feira, 11-01-2019, Gaudium Press) No próximo domingo, 13 de janeiro, a Igreja Católica recorda o batismo de Nosso Senhor Jesus Cristo nas águas do rio Jordão por São João Batista. Gesto esse que fez o Filho de Deus se tornar ainda mais conhecido pela sociedade daquela época, segundo o Bispo de Marabá (PA), Dom Vital Corbelini, em seu artigo publicado no site da CNBB.
Mesmo sem ter pecado, Jesus entrou nas águas junto com as pessoas a serem batizadas pelo precursor, o que caracterizou uma atitude de humildade e obediência a Deus. "O batismo de João visava à conversão", lembra Dom Vital.
Usando o exemplo de Cristo, o prelado explica que "qualquer começo que nós fazemos, seja no trabalho, estudo, ou universidade, ou mesmo inicio da vocação sacerdotal, religiosa, matrimonial, laical, procuramos iniciá-lo bem".
"Nós revestimos as coisas com uma visão de amor em vista de nossas habilidades, da mesma forma foi inicio da atividade de Jesus como o proclamador do Reino de Deus", reforça.
Ainda conforme o bispo, o batismo de Jesus lembra o nosso batismo, porque "um dia tivemos a graça da vida natural através de nossos pais. Porém, outro dia, nós recebemos outro nascimento, aquele do batismo".
Embora fomos apresentados na comunidade, "nós fomos inseridos a vida sobrenatural, no mistério da Trindade, como filhos adotivos de Deus Pai, irmãos em Jesus Cristo e marcados com o selo do Espírito Santo", conforme Dom Vital.
Logo, se o batismo representa o começo da vida pública de Jesus, tal sacramento cumpre o papel de introduzir os cristãos na comunidade, constituindo o início de sua vocação.
Assim que foi batizado com o batismo de água para começar a missão, como enviado do Pai, Jesus resolveu ir ao encontro de outro batismo: o de sangue, uma vez morreu para conceder a sua vida para toda a humanidade. "O batismo de água deve conduzir ao outro batismo; aquele de sangue, como Tertuliano disse, um padre do II e III séculos", completa o bispo de Marabá.
Ainda de acordo com o bispo, a partir do batismo, além de termos uma grande dignidade, de sermos filhos e filhas de Deus, que nos faz empenhados com o Reino de Deus, "somos convidados a assumir os compromissos professados por nossos pais", trabalhando em vista do livro da vida.
Por fim, o religioso assegura que o batismo estimula-nos "à vivencia de uma vocação, ao sacerdócio, à vida religiosa, ao matrimônio, à vida laical, ao amor aos outros, especialmente as pessoas necessitadas, crianças, doentes, pobres, à comunidade, engajados em alguma pastoral, movimento ou serviço". (LMI)
Da redação Gaudium Press, com informações da CNBB
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