Bogotá - Colômbia (Sexta-feia, 08-02-2019, Gaudium Press) Em uma carta aberta escrita pela Conferência Episcopal Colômbia e destinada aos Bispos e ao povo venezuelano, os prelados colombianos expressa a proximidade e solidariedade à comunidade e à Igreja do país vizinho.
"É necessária a abertura de corredores humanitários que permitam levar ajuda concreta às necessidades dos nossos irmãos", afirmam os Bispos colombianos.
Como é sabido, o governo de Nicolás Maduro proibiu a entrada na Venezuela de qualquer tipo de ajuda humanitaria vinda do exterior tendo, inclusive, promovido o bloqueio de pontes na fronteira com a Colômbia para impedir a entrada no país de alimentos, bens de toda a espécie, inclusive remédios.
Preocupação, sofrimento, solidariedade
A carta que foi assinada pelo presidente da Conferência Episcopal, Dom Óscar Urbina Ortega, pelo vice-presidente, Dom Ricardo Tobón Restrepo e pelo secretário-geral, Dom Elkin Fernando Álvarez Botero os Bispos afirmam:
"Seguimos com muita preocupação as diferentes situações pelas quais está passando a nossa querida nação irmã, a Venezuela.
Sofremos profundamente com a crise humanitária e com as inúmeras dificuldades enfrentadas para conseguir até mesmo o que é básico e necessário para a sobrevivência, como os alimentos, os remédios e os serviços públicos".
Incerteza, repressão, injustiça
A missiva-manifesto dos Bispos colombianos cita como elementos de grande preocupação "a incerteza, a repressão, a violação dos direitos humanos e as injustiças que sofrem muitos irmãos", sobretudo aqueles que são mais frágeis.
Os prelados afirmam ainda que rezam sem cessar "para que se chegue a uma solução justa e pacífica, que permita sair da crise".
Eles recordam também a ajuda e a solidariedade que a Igreja colombiana tem dado ao povo venezuelano e prossegue:
"Continuaremos a ajudar dentro das nossas possibilidades e também a promover a cooperação de outras pessoas e instituições".
A Crise na Venezuela
Em conferência de imprensa, no voo entre Abu Dhabi e Roma, o Papa Francisco afirmou que o Vaticano está disponível para mediar a crise política na Venezuela, desde que as duas partes o solicitem.
Em finais de outubro de 2016, o Governo e a oposição na Venezuela encontraram-se para conversações mediadas pela Igreja Católica, com o empenho particular do Papa Francisco, que enviou como seu representante o arcebispo italiano D. Claudio Celli.
Ainda no início desta semana, 4 de fevereiro, Portugal reconheceu a legitimidade de Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela, juntando-se a vários outros governos da Europa, numa posição contestada por Nicolás Maduro. (JSG)
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