Paris - França (Quinta-feira, 21-02-2019, Gaudium Press) A Conferência Episcopal Francesa (CEF) manifestou a sua oposição à proposta governamental para que os documentos administrativos das escolas deixem de usar as palavras "mãe" e "pai".
"Mais uma vez, lamentamos ver uma tentativa no Parlamento que, sob o pretexto de unificar procedimentos administrativos, desconstrói a realidade da família".
A afirmação é do presidente do Conselho Família e Sociedade da CEF, Dom Bruno Feillet que assina a nota.
Dom Feillet, também bispo auxiliar de Reims, considera que as referências a "pai" e "mãe" não são "atrasadas" ou "ultrapassadas".
A escola "deve participar dessa percepção profundamente estruturante".
"Esta asseptização da vida familiar representa a enésima metamorfose da teoria de gênero, que desejaria que fosse indiferente ter pais do mesmo sexo ou de sexo diferente. Além disso, em nenhuma família, incluindo as poucas famílias onde há dois adultos do mesmo sexo, ninguém se apresenta como pai 1 e pai 2", acrescenta o texto, pedindo que o "bom senso" prevaleça, disse o Bispo.
Encarregado 1, Encarregado 2
Deputados da bancada parlamentar do partido do presidente Emmanuel Macron, o República em Marcha, propuseram que os documentos administrativos nas escolas deixassem de contemplar as opções "Mãe" e "Pai", para que estas fossem substituídas por "Encarregado 1" e "Encarregado 2″.
A emenda foi apresentada a 12 de fevereiro e chegou a ser aprovada; os deputados propõem agora que possa ser selecionado, no caso de cada "encarregado", a opção "mãe" ou "pai". (JSG)
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