Redação - (Segunda-feira, 20-01-2014, Gaudium Press) - Para o autor destas considerações, que hoje publicamos, a devoção à Santíssima Virgem seria um forte instrumento para conduzir os homens à vida eucarística, trazendo assim de volta ao redil de Cristo as ovelhas desgarradas. Seria uma forma de fazer missão:
A forma suprema da liberdade consiste em aceitar a autoridade daqueles que nos ajudam a praticar a verdade e o bem, ou seja, a fazer aquilo que de fato queremos. Não há, portanto, forma mais cristalina e mais sublime de liberdade do que sermos escravos de Nossa Senhora. É o auge da dignidade humana, porque é fazer, em tudo, aquilo para onde as nossas melhores apetências caminham.
Qual é a conseqüência disso para nós, quando formos nos consagrar a Nossa Senhora? É levarmos um espírito amoroso de autoridade, isto é, compreendendo a função da autoridade, compreendendo a função da obediência e compreendendo que, fazendo-nos tão pequenos diante d'Ela, fazemos uma coisa sublime, uma coisa altamente dignificante. Não devemos nunca nos envergonharmos de obedecer, de seguir um outro, porque exatamente aí está a mais alta dignidade do homem.
Neste ponto de nossa argumentação, alguém poderia perguntar: "Esta doutrina da escravidão de amor a Virgem Maria é linda! Mas qual seria a sua utilidade prática? E que relação teria com a tese da nossa pesquisa?"
É São Luiz Maria Grignion de Montfort quem vai responder a estas duas perguntas. O capítulo V do seu Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem tem como título: Esta devoção conduz à união com Nosso Senhor. (Grignion de Montfort, 1961, p. 145).
Em seguida, explica o santo: "Esta devoção é um caminho fácil, curto, perfeito e seguro para chegar à união com Nosso Senhor, e nisto consiste a perfeição cristã." (idem, p. 145). Ele faz uma longa demonstração desta tese em seu Tratado. (ibidem, p. 146-163).
Portanto, conforme ensina São Luiz de Montfort, a perfeição cristã consiste na união com Nosso Senhor, e a escravidão de amor a Virgem Maria, ensinada por ele, é um caminho fácil, curto, perfeito e seguro para se chegar a esta união.
Em resumo, a doutrina do santo consiste na consagração de si mesmo a Jesus pelas mãos de Maria. "Assim será um fiel e amoroso escravo de Jesus e Maria quem, pelas mãos de Maria Santíssima, se entregar inteiramente ao serviço deste Rei dos reis, e que não reserva nada para si". (ibidem, p. 131).
Em vista disso, uma grande difusão dessa forma de devoção à Santíssima Virgem seria um forte instrumento para conduzir os homens à vida eucarística, trazendo assim de volta ao redil de Cristo as ovelhas desgarradas.
Por José Mário da Costa
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