China - Pequim (Quinta-feira, 17-05-2018, Gaudium Press) No dia 07 de maio, o governo chinês anunciou a preparação de novas regras relativas às atividades religiosas coletivas nas quais participem mais de 50 pessoas ou sejam organizadas por estrangeiros. De acordo com a AsiaNews, os estrangeiros deverão contar com uma autorização anual renovável e deverão fornecer ao governo dados pessoais, como número do passaporte e local de residência na China, para solicitar autorizações.

As normas vigentes desde 1991 já proíbem aos cidadãos chineses de participar de encontros religiosos de estrangeiros e se impõem restrições às organizações estrangeiras para realizar encontros religiosos. A menos que tenham sido convidados por instituições estatais aprovadas, os estrangeiros não podem capacitar religiosos chineses ou realizar atividades como a pregação e o ensino.
Da mesma forma, os estrangeiros não podem produzir ou vender livros religiosos, produtos audiovisuais sobre a Fé, distribuir publicações eletrônicas de tipo religioso ou qualquer outro tipo de material. Os trabalhos missionários, que tem levado a Fé a numerosos países do mundo, são restringidos por lei.
O Presidente do país, Xi Jingpin, expressou sua preocupação pela suposta "guerra fria cultural" e pediu às autoridades de educação para eliminar os "valores ocidentais" nas salas de aula e em seu lugar promover o estudo do marxismo. O presidente solicitou um maior exame das ideias políticas do pessoal diante da suposta "ameaça de sabotagem por forças hostis e corrosão através de ideias e culturas degeneradas" provenientes do exterior. (EPC)
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