Caracas - Venezuela (Sexta-feira, 10-08-2018, Gaudium Press) Em um comunicado, a Comissão Justiça e Paz da Conferência Episcopal da Venezuela (CEV) lançou um alerta a propósito do "momento crítico" em que o país vive e pronunciou-se contra as detenções "arbitrárias" realizadas após um alegado atentado contra o presidente Nicolás Maduro.
O organismo da Conferência Episcopal da Venezuela pede que "Os fatos puníveis a investigar devam ser determinados através dos canais próprios do processo penal, conduzidos pelos tribunais competentes".
A Comissão Justiça e Paz recorda que no último sábado, explosões -que as autoridades dizem ter sido provocadas por dois aviões não tripulados, conhecidos como drones-, fizeram com que o presidente venezuelano se visse obrigado a abandonar rapidamente uma cerimônia militar que celebrava o 81.º aniversário Polícia Militar, denominada na Venezuela como Guarda Nacional Bolivariana.
O comunicado destaca também que, a este propósito, sete militares ficaram feridos e seis pessoas foram detidas por suspeita de envolvimento no atentado, e CJP adverte:
"As detenções de parlamentares, funcionários ou cidadãos com base em indícios ou presunção de responsabilidade penal, não implicam detenções arbitrárias, tratamento cruel ou desumano, tortura e desaparecimentos forçados".
O comunicado que é assinado por Dom Roberto Luckert, arcebispo emérito de Coro e presidente da Comissão Justiça e Paz, pede ao governo que cesse a "repressão violenta" contra os cidadãos e trabalhe para combater a "crise de insegurança e desequilíbrio social que se vive no país".
(JSG)
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