Rio de Janeiro (Quarta-feira, 05-02-2014, Gaudium Press) Na segunda palestra realizada na manhã desta terça-feira, 04, no Curso para Bispos realizado no Centro de Estudos do Sumaré, o prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedade de Vida Apostólica, Cardeal Dom João Braz de Aviz ministrou a conferência sobre o Decreto do Concílio Vaticano II "Perfectae Caritatis", a renovação da vida consagrada.
| Cardeal Dom João Braz de Aviz | Foto: Arquidiocese do Rio de Janeiro |
Logo no início de sua palestra, Dom Aviz relembrou a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), realizada na cidade carioca. Segundo ele, o evento da juventude foi "um verdadeiro fenômeno".
"Renovamos nossa gratidão especialmente à Igreja no Rio, que carregou o peso maior da construção do evento, com suas inevitáveis surpresas", disse.
Logo depois, o prefeito discutiu o impulso que o Concílio Vaticano II deu à vida consagrada, iniciando um caminho de renovação dessa experiência.
Fazendo uma leitura do caminho de reflexão do magistério da Igreja ao longo desses 50 anos após o Concílio Vaticano II, o prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedade de Vida Apostólica afirmou que os documentos da Igreja que tratam sobre o tema, deixam claro que não existe contraposição entre a dimensão hierárquica e a dimensão carismática.
Além disso, Dom Aviz destacou também a presença da mulher consagrada e do homem consagrado na Igreja e no mundo nos dias de hoje, alertando que hoje, essa postura precisa ser um testemunho para a sociedade, que convida a não ter medo de ser feliz.
"O consagrado e a consagrada devem ser eles mesmos pessoas humanamente felizes e realizadas, testemunhando com autenticidade que seguir Deus e viver o Evangelho realizam as pessoas."
O Cardeal apresentou ainda um contínuo retorno às fontes da vida cristã, com base em dez pontos importantes que devem ser levados em consideração, conforme o espírito do Decreto "Perfectae Caritatis". Entre eles, estão: Fazer do seguimento de Cristo proposto no evangelho a regra suprema; Conhecer e observar fielmente o espírito e as intenções específicas dos fundadores, como também as sãs tradições; Promover antes de tudo a renovação espiritual que deve ter sempre a primazia; Cultivar o espírito de oração, indo às fontes da espiritualidade cristã; ter todos os dias em mãos a Sagrada Escritura; e Celebrar de coração e boca a sagrada liturgia, sobretudo o mistério eucarístico. (LMI)
Da redação, com informações Arquidiocese do Rio de Janeiro
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