Frederico Westphalen - Rio Grande do Sul (Quinta-Feira, 16/01/2014, Gaudium Press) "Jesus Cristo, único Salvador" é o título do artigo de dom Antônio Carlos Rossi Keller, bispo da diocese de Frederico Westphalen, no Rio Grande do Sul. O prelado afirma que em todos os tempos, com particular incidência em nossos dias, por causa do endeusamento do progresso, as pessoas são tentadas a dispensar Jesus Cristo das suas vidas, e a recusar-se a aceitá-lo como único Salvador do mundo.
De acordo com o bispo, a Igreja é o Povo de Deus da Nova Aliança, realizada no Calvário, no Sangue do Cordeiro. Ele salienta que participamos da missão profética, real e sacerdotal de Jesus, pois cada um de nós foi resgatado por Ele, para assumir também a sua mesma missão. "A cada um de nós diz o Senhor que nos chamou desde o seio materno. Não há pessoas a mais, ou ao acaso, no mundo. Todas as pessoas foram chamadas à vida e à Igreja por Deus, com amor infinito", completa.
Dom Antônio afirma também que alguns queixam-se de serem mal-amados, de viverem tristes, sem o amparo de qualquer afeto. Para ele, isto não é verdade, porque cada um de nós foi chamado à vida presente por Deus, com amor infinito, para realizar uma tarefa grandiosa no mundo. Conforme o bispo, Deus deseja viver conosco uma intimidade crescente, até que se torne definitiva no Céu.
"As pessoas sonham com uma vida sem sacrifício e tentam sacudir dos ombros o jugo suave e o peso leve da cruz. Procuram adorar falsos deuses, atraídos pela promessa de uma felicidade que nunca chegam a gozar. Estão de moda o prazer dos sentidos, em todas as suas formas, a idolatria do dinheiro e da afirmação pessoal. As pessoas caíram na ilusão de construir um paraíso na terra, pondo de lado o amor e substituindo-o pelo ódio. Tornaram-se escravos do materialismo", ressalta.
Outra questão abordada pelo bispo é que Jesus Cristo, de ontem, de hoje e de sempre, vem restituir-nos a esperança e, com ela a alegria de viver. Ele destaca que o inimigo, usando sempre as mesmas mentiras, consegue atrair-nos sempre ao engano, por isso precisamos aproveitar as experiências históricas para modificarmos a nossa conduta. Segundo dom Antônio, para participar da missão salvadora de Jesus Cristo é preciso fazer a vontade do Pai, realizando a vontade de Deus a meu respeito, na vocação a que Ele me chamar.
"O importante não é fazer coisas vistosas, ocupar cargos de destaque, brilhando aos olhos dos homens, mas fazer a vontade de Deus, viver com generosidade a vocação pessoal de cada um de nós. É vivendo a vocação a que o Senhor nos chamou, com generosidade crescente, que seremos a luz do mundo."
Ainda conforme o prelado, as pessoas já não entram no templo para ouvir a Palavra de Deus; desapareceram os sinais do sagrado no mundo do trabalho, do ensino e na grande cidade percorrida pelos homens. O bispo acredita que é preciso encontrar um testemunho vivo de que Deus existe e nos ama no amor gratuito e generoso de cada um de nós ao seu irmão. Dom Antônio diz que é por isso que nos falam tanto de uma Nova Evangelização com novos sinais, nova linguagem e novas testemunhas.
"Somos chamados a encarnar na vida de cada dia a imagem de Jesus Cristo. Interpelemo-nos constantemente: como faria Ele, se estivesse aqui e agora? Como passou junto de João Batista, Jesus Cristo passa muitas vezes ao nosso lado, para nos ajudar no caminho da santidade pessoal. Fala-nos por meio daquela pessoa que necessita da nossa ajuda, que nos oferece os seus préstimos, ou mesmo nos trata com pouca ou nenhuma deferência", avalia.
Segundo o bispo, precisamos de muita atenção, vivendo na presença de Deus, para encararmos com fé o que nos quer dizer, pois Ele interpela-nos a cada instante: pedindo ajuda, falando ao nosso coração, chamando a atenção para algum aspecto da nossa vida. Ele enfatiza que é com este espírito de fé que conseguiremos ver maravilhas onde outras pessoas não descobrem nada mais além do quotidiano.
Por fim, dom Antônio salienta que o nosso encontro com Jesus Cristo em cada domingo, na Celebração da Santa Missa, deve continuar durante a semana. Para ele, saímos do templo com a missão de dar testemunho do seu amor, da alegria que infunde em nós e da felicidade para onde nos conduz, pela fé.
"A alegria e acolhimento que manifestamos na família, com uma atenção carinhosa a cada pessoa que a integra; a paciência, a cordialidade e a perfeição no trabalho há de levar as pessoas a interrogar-se: se esta pessoa tem os mesmos problemas de cada um de nós, qual o segredo deste seu modo de se comportar? Havemos de estar sempre disponíveis para dar às pessoas a razão da nossa esperança", conclui. (FB)
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