Angra do Heroísmo - Açores (Sexta-feira, 11-05-2018, Gaudium Press) "Estamos numa época histórica onde há déficit da procura de verdade, os especialistas dizem que é uma época de opinião e comunicação, mas de pouca formação em que a opinião substitui a verdade".
Esta é uma afirmação do presidente da Comissão Episcopal dos Bens Culturais, Cultura e Comunicações Sociais, D. João Lavrador, numa entrevista concedida à Agencia Ecclesia, a propósito da comemoração do Dia Mundial das Comunicações Sociais 2018 que tem como tema "A verdade vos tornará livres" (Jo 8,32). Fake News e jornalismo de paz".
Dom João: ‘um dia para refletir'

Comentando a Mensagem do Papa Francisco para o próximo Dia Mundial das Comunicações Sociais, domingo, 13 de maio, Dom João Lavrador destacou a importância deste dia e a necessidade de orientação na comunicação social:
"Este é um dia de alerta e compromisso, reconhecer a importância da comunicação social em formar a opinião pública e agora tem de haver uma atenção privilegiada diante do grande valor das redes sociais, e as pessoas que estão na comunicação.
No contexto da Mensagem, a comunicação social pode ter os seus desvios e precisa de ser reorientada, para isso é preciso o contributo de todos, todos estamos envolvidos", salientou o bispo de Angra durante a entrevista.
Para Dom João Lavrador, a temática da comemoração indica a necessidade de haver "um dia para refletir sobre a importância da comunicação social" e, além disso destacar o papel que cada um desempenha não só no ato de receber notícias mas também em contexto da comunicação.
Para o prelado, "Temos de valorizar o que deve ser a comunicação social ao serviço da justiça, paz e bem, e ser a voz dos que não têm voz", salientou.
Prejudicar a verdadeira comunicação
O bispo de Angra chamou ainda a atenção para as "fake news" , as notícias falsas, que fazem parte da temática a ser refletida nesse Dia das Comunicações e que verdadeiramente prejudicam a verdadeira comunicação:
"Há um grande poder para comunicar em nome próprio, como nas redes sociais, com o seu valor extraordinário, mas tem o seu perigo. Quem não está bem-educado para o caminho da verdade, pode correr o perigo de, através da sua comunicação, colocar os seus próprios interesses, encobrir-se na falsidade e prejudicar a verdadeira comunicação", concluiu o presidente da Comissão Episcopal dos Bens Culturais, Cultura e Comunicações Sociais. (JSG)
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