Cidade do Vaticano (Quinta-feira, 26-06-2014, Gaudium Press) O Papa Francisco destacou na Missa celebrada nesta quinta-feira, 26, na Casa Santa Marta, que o povo segue Jesus pelo fato de reconhece-lo como um Bom Pastor.
Além disso, o Pontífice aproveitou para chamar a atenção para os que que reduzem a Fé a moralismos e perseguem uma libertação política ou buscam acordos com o poder.
Durante sua homilia, uma pergunta do Papa surpreendeu os fiéis presentes na igreja: por que tantas pessoas seguiam Jesus? Segundo ele, Nosso Senhor era seguido por multidões porque "elas estavam admiradas com seu ensinamento" e suas palavras "criavam admiração em seus corações, a admiração de encontrar algo de bom, grande".
Porém, prosseguiu, os outros "falavam, mas não chegavam até as pessoas".
Logo em seguida, o Pontífice citou quatro grupos que, na época, falavam de Jesus: os fariseus, que "faziam do culto de Deus, da religião, uma série de mandamentos e dos dez que existiam"; os saduceus, que "tinham perdido a Fé" e apenas faziam trabalhos religiosos na estrada através de acordos com os poderes políticos e econômicos, sendo considerados "homens de poder"; os revolucionários, que "queriam fazer a revolução para libertar o povo de Israel da ocupação romana"; e o último que eram os "essênios", monges que consagravam suas vidas a Deus, mas, ficavam longe das pessoas e elas não podiam segui-los desta forma.
Segundo o Papa, essas eram as vozes que chegavam ao povo, embora nenhuma delas tinha a força de aquecer o coração.
"Mas Jesus, sim! As multidões ficavam impressionadas: ouviam Jesus e o coração se aquecia. Cristo se aproximava do povo e entendia suas dificuldades, não tinha vergonha de falar com os pecadores. Pelo contrário, sentia prazer em fazê-lo. E isso porque Jesus é o Bom Pastor, e as ovelhas ouvem sua voz e o seguem."
Era um Bom Pastor, que falava a língua do seu povo, comunicava, dizia a verdade, as coisas de Deus e jamais as negociava. "Mas as dizia de tal modo que o povo amava as coisas de Deus. Por isso O seguia". "Jesus jamais se afastou do povo e do seu Pai", salientou o Santo Padre.
O Pontífice convidou os fiéis reunidos na Casa Santa Marta a pensar em quem gostariam de seguir, "os que me falam de coisas abstratas ou de casuísticas morais; os que se dizem do povo de Deus, mas não têm Fé e negociam tudo com os poderes políticos e econômicos; os que querem sempre fazer coisas estranhas, destrutivas, guerras ditas de libertação, mas que no final não são os caminhos do Senhor; ou um contemplativo distante?"
"Que esta pergunta nos leve até a oração e nos faça pedir a Deus, o Pai, que nos faça chegar até Jesus para segui-Lo, para nos maravilhar com aquilo que Jesus nos diz", concluiu. (LMI)
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