Cidade do Vaticano (Quinta-feira, 22-11-2018, Gaudium Press) Ao final da Audiência Geral de quarta-feira, 21/11, o Papa Francisco lembrou aos presentes na Praça São Pedro que era o dia em que se celebrava a memória litúrgica da Apresentação de Maria Santíssima ao Templo.
Celebrava-se também a Jornada pro Orantibus, dedicada às comunidades religiosas de clausura.
Então, disse o Papa:
" Trata-se de uma ocasião mais do que nunca oportuna para agradecer ao Senhor pelo dom de tantas pessoas que, nos mosteiros e nos ermitérios, se dedicam totalmente a Deus na oração, no silêncio e no escondimento. Que não falte a essas comunidades o afeto, a proximidade e o apoio inclusive material de toda a Igreja! "
Papa e Jornada pro Orantibus
O Dicastério para a Vida Consagrada, nesta mesma quarta-feira, realizava a 65ª edição da Jornada Pro Orantibus, com um Congresso na Pontifícia Universidade Lateranense.
Este ano, a iniciativa é realizada na Pontifícia Universidade Lateranense e na Basílica Papal de São João de Latrão, dedicada à apresentação de dois documentos sobre a vida contemplativa feminina:
a Constituição apostólica Vultum Dei quaerere (Procurar o rosto de Deus) e a Instrução aplicativa Cor orans (Coração Orante).
E o Papa Francisco enviou uma mensagem aos participantes do congresso.
Vultum Dei quaerere e Cor orans
"Através de vocês, saúdo todos os religiosos e religiosas que seguem Cristo na vida contemplativa, buscando o rosto de Deus, e participando da missão da Igreja, sendo nela um coração de oração", ressalta o Papa na mensagem.
Francisco aproveita a ocasião para manifestar mais uma vez, o grande apreço da Igreja por essa forma de vida.
"O que seria da Igreja sem a vida contemplativa? O que seria dos membros mais frágeis da Igreja que encontram em vocês um apoio para prosseguir o caminho?
O que seria da Igreja e do mundo sem os faróis que indicam o porto a quem se perdeu no alto mar, sem as tochas que iluminam a noite escura que estamos atravessando, sem as sentinelas que anunciam o novo dia quando ainda é noite?
Obrigado, irmãos e irmãs contemplativos por serem para o mundo: sustento aos frágeis, faróis, tochas e sentinelas.
Obrigado por nos enriquecerem com muitos frutos de santidade, misericórdia e graça", escreve o Pontífice.
Levar a sério o desafio da formação
"O mundo e a Igreja precisam de vocês. Que essa seja a sua profecia", disse o Papa que convidou os religiosos e religiosas a levarem a sério o desafio da formação que consiste num itinerário de assimilação progressiva dos sentimentos de Cristo rumo ao Pai.
"É por isso que claramente, durando a formação a vida inteira, é preciso também aceitar com responsabilidade que a formação é um processo lento, para o qual é importante não ter pressa. Nesse contexto, recordo-lhes a importância do discernimento, do acompanhamento espiritual e vocacional das candidatas, sem nunca se deixar levar pela ânsia dos números e pela eficiência, como também da formação das formadoras e das irmãs chamadas a prestar serviço de autoridade."
Segundo Francisco, para que a vida contemplativa seja significativa para a Igreja e para o mundo de hoje "é necessário investir numa formação adequada às exigências do momento presente:
uma formação integral, personalizada e bem acompanhada.
Tal formação alimentará e custodiará a sua fidelidade criativa ao carisma recebido, seja de cada uma das irmãs seja de toda a comunidade".(JSG)
(Da Redação Gaudium Press, com Informação Vatican News)
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