Caracas - Venezuela (Sexta-feira, 19-07-2019, Gaudium Press) O Cardeal Baltazar Porras, administrador apostólico de Caracas e Arcebispo de Mérida, na Venezuela, disse que a Igreja Católica é perseguida em meio à crise social, política e econômica pela qual passa atualmente a Venezuela.
O Cardeal frisou que a Igreja na Venezuela não deixou de ser perseguida por sua firme postura diante da crise e deu como exemplo as restrições que existem contra os centros educativos católicos:
"Parece que se procura pôr obstáculos para que seja a própria Igreja que feche seus colégios", disse.
Dom Baltazar acrescentou ainda que as paróquias são atacadas pelo governo através "dos conselhos comunais e grupos pró-governo denominado ‘coletivos'.
"Por exemplo, denunciou o Cardeal, em Caracas, nas zonas populares, estes ‘coletivos' estão nas portas das paróquias e ouvem o que diz o sacerdote durante a homilia, se não é do agrado deles, iniciam a proferir ameaças".
O Purpurado denunciou também que durante vários anos a Igreja sofreu pressões de maneira "sutil", "ameaças verbais e assédios diante das obras de carácter social como a Cáritas". Mas, o Cardeal ressaltou que a Igreja é a "única instituição única instituição que permanece incólume". Diferentes instituições públicas e privadas já foram destruídas pelo regime de Nicolás Maduro.
"E isto se deu graças a proximidade com os fiéis e presença em todos os ambientes", afirmou.
Segundo o Cardeal Porras, o governo é o responsável pela crise no país, pois, "gerou o conflito social que só aumenta".
Se a Igreja Católica não tivesse presente na Venezuela "a situação seria pior e se agravaria para muita gente, enfatizou. (JSG)
(Da Redação Gaudium Press, com informações AICA)
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