Cidade do Vaticano (Segunda-feira, 14-07-2014, Gaudium Press) - Neste domingo, o Papa Francisco utilizou a alocução que faz antes da Oração do Angelus ao Evangelho de São Mateus (13,1-23) à parábola do semeador, conforme propõe o Evangelho deste domingo (Mt 13,1-23).
Segundo o Papa, o verdadeiro protagonista da Parábola é a semente. Ela produz mais ou menos fruto de acordo com a terra sobre a qual caiu.
Os primeiros três terrenos são improdutivos: à beira do caminho, os pássaros comem a semente; no terreno pedregoso, as mudas secam imediatamente porque não têm raízes; em meio aos arbustos, a semente é sufocada pelos espinhos. A quarta terra é a boa, e somente ali a semente produz fruto.
"O modelo perfeito desta terra boa é a Virgem Maria", disse Francisco.
Para o Papa Francisco, nesta parábola, Jesus nos recorda que somos o terreno onde o Senhor lança incansavelmente a semente da sua Palavra e do seu amor.
E o Pontífice pergunta: com que disposição a acolhemos? A qual terra parece nossa alma? Com a beira do caminho, com um pedregulho ou um arbusto?
Depende de nós nos tornar terra boa sem espinhos nem pedras, mas arado e cultivado com carinho, para que possa produzir bons frutos para nós e para nossos irmãos, responde o Papa.
Para Francisco, também nós somos semeadores: As nossas palavras podem fazer tão bem, mas também tão mal! Podem curar e podem ferir; podem encorajar e podem deprimir. Lembrem-se que o que não é o que entra, mas o que sai da boca e do coração. Que Nossa Senhora nos ensine, com o seu exemplo, a acolher a Palavra, protegê-la e fazê-la fecundar em nós e nos outros. (JSG)
Da Redação, com informações Rádio Vaticana
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