México - Cidade do México (Quinta-feira, 31-01-2019, Gaudium Press) O Cônego penitenciário da Arquidiocese Primaz do México, Padre Hugo Valdemar, assegurou, em sua coluna no jornal mexicano 'ContraRéplica', que a dramática situação de crimes e violência que o país vive tem uma origem "tão antiga como a humanidade".
Segundo o sacerdote, a origem dos males que assolam o México é "o pecado, essa transgressão contra Deus e seus mandamentos que não apenas O ofende, mas que lastima as demais pessoas, e inclusive a mesma natureza".
"Devemos nos perguntar onde está a origem de todos os males que vem padecendo o nosso país. São Paulo diz muito acertadamente em sua Primeira carta a Timóteo (6, 7-10), que a ganância, quer dizer, o amor ao dinheiro, é a origem de todos os males", destacou.
Sobre isso, o Padre Hugo precisou que "o amor ao dinheiro e o afã desmedido por tê-lo custe o que custar, é a causa da corrupção, do crime organizado que trafica drogas, extorque e sequestra as pessoas, e do roubo de todo tipo que não tem justificativa alguma, pois sempre se topará com o mandamento 'não roubarás'".
E acrescentou que "as obras de Deus, que são o bem, a verdade e a justiça, nunca serão compatíveis com as do demônio, que são a maldade, a mentira e a injustiça. Invocar a Deus para fazer o mal e sair com êxito é blasfemo, a Deus não se pode utilizar e pedir proteção para fazer as obras do maligno. Não somente é uma aberração, como também ofende a santidade e a bondade de Deus".
"Por este mesmo motivo não é possível ser cristão e ter devoção à Santa Morte, pensando que tão horrenda superstição pode defender aos traficantes, seqüestradores e ladrões". O Padre Valdemar frisou que não se pode usar a Deus como "cúmplice do mal", pois "Deus não está aí para fazer nossa vontade, a verdadeira Fé prega o contrário, entender que devemos sempre fazer a vontade de Deus, e entre seus mandamentos está o 'não roubarás', 'não matarás', e 'não cobiçarás as coisas alheias'".
Concluindo sua mensagem, o Cônego penitenciário da Arquidiocese Primaz do México, advertiu que "se os católicos mexicanos guardassem os mandamentos de Deus, como país não estaríamos em uma situação tão deplorável, mas a raiz de todos nossos males está no pecado pessoal. De pouco valerão os esforços institucionais se não nos convertermos, quer dizer, se não mudarmos nossa maneira de pensar e atuar para viver como Deus manda". (EPC)
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