Estados Unidos - Ohio (Quarta-feira, 29-05-2019, Gaudium Press) Um novo sacerdote é um dos tesouros mais valiosos da Igreja e, para uma paróquia, um dos mais escassos. Mas uma paróquia de Santa Maria em Hudson, (Ohio-Estados Unidos), conseguiu fomentar as vocações de tal maneira que nos últimos sete anos foram ordenados um sacerdote por ano. A agência de imprensa CNA procurou à vários destes sacerdotes em busca do segredo deste êxito vocacional.
O primeiro passo foi a ordenação do Padre Stephen Flynn em 2008, que não faz parte dos sete contínuos, mas foi a ponta de lança que abriu as portas a uma geração de presbíteros. "Uma vez que a esfera começou a rodar, era fácil chamar a este homem e dizer: ‘Que tal isso?', ou se estava em casa pelo verão poderias vê-lo (...). Ele é normal, que bem, eu posso ser normal e fazer isso", recordou o Padre Ryan Mann, ordenado em 2014, o segundo dos sete.
A riqueza de contar com um jovem no Seminário foi inteligentemente aproveitada na paróquia, fazendo que os membros do grupo de jovens pudessem passar o máximo tempo possível com ele sempre que havia recessos no Seminário. "Você tem um seminarista e o faz mais visível que possa para desmitificar o que significa ser um seminarista", expôs o Padre Patrick Schultz. "Isto é como se cria uma cultura de vocações. Ajuda para ver que existe algo como o discernimento sacerdotal, que quando você se vincula ao Seminário não está se inscrevendo para ser um sacerdote, mas fazendo um discernimento".
A influência dos seminaristas teve o efeito de replicar-se nos jovens. "O Seminário não era um lugar desconhecido com homens desconhecidos estudando para o sacerdócio. Eu sabia que se ingressava no Seminário, já conheceria à vários dos seminaristas", comentou o Padre Rich Samide, ordenado em 2016. "Eles eram reais para mim, e isto fez que a ideia de ir ao Seminário fosse real. Eu os conhecia como homens com interesses normais e personalidades diversas".
O trabalho de promoção das vocações contou com o impulso do Padre Damian Ference, o vigário paroquial de Santa Maria durante vários anos. "Ele foi mentor de muitos de nós que considerávamos a opção do sacerdócio ou a vida religiosa e, especialmente, para os jovens que consideravam o sacerdote um exemplo vivo de como o sacerdócio poderia estar nos buscando. Nunca havia tido a oportunidade de conhecer um sacerdote pessoalmente antes dele, e isso ajudou muito ao meu discernimento", recordou o Padre Samide.
Os sacerdotes destacaram a importância de contar com um grupo de jovens comprometido em ir além das obrigações e avançar em ser discípulos de Cristo. Mas as vocações não se despertaram espontaneamente. Sempre houve um contato pessoal, um convite, uma motivação a considerar a opção do sacerdócio, da mesma maneira como Jesus chamou aos seus Apóstolos por seu nome. "Os membros da paróquia não tinham medo de aproximar-se de mim ou de outros jovens e perguntar se havíamos considerado a opção do sacerdócio", indicou o Padre Mann. "Essa força foi inestimável para mim". (EPC)
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