Índia - Bombaim (Quarta-feira, 01-08-2018, Gaudium Press) A Presidente da Comissão Nacional para as Mulheres da Índia, Rekha Sharma, propôs que o estado proíba o Sacramento da Confissão no país. O motivo apresentado foi o de considerar que ali as mulheres padecem "pressão" por parte dos sacerdotes para contar os seus segredos.
A proposta motivou a rejeição do Presidente da Conferência de Bispos Católicos da Índia, Cardeal Oswald Gracias. "O teor do pedido demonstra que eles não entendem o significado nem tem respeito pela liberdade religiosa", afirmou o purpurado, que qualificou a proposta como absurda, pois "demonstra ignorância acerca do Sacramento da Confissão".
Através de um comunicado oficial, o Cardeal Gracias alertou que uma hipotética proibição constituiria "uma infração de nossa liberdade de religião garantida pela Constituição indiana", e demonstrou sua confiança em que "o governo ignorará totalmente este pedido absurdo da Comissão".
O purpurado pediu também um correto entendimento da "natureza, significado, santidade e importância do Sacramento da Confissão para nossa gente" e um maior conhecimento das "estritas leis da Igreja para prevenir qualquer abuso".
De acordo com o Código de Direito Canônico, o segredo de Confissão é inviolável e qualquer sacerdote que revele algo conhecido por meio da confissão incorre automaticamente em pena de excomunhão. (EPC)
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