Londrina - Paraná (Quarta-Feira, 28/05/2014, Gaudium Press) "Três condições para amar" é o título do mais recente artigo de Dom Orlando Brandes, Arcebispo de Londrina, no Estado do Paraná. Em sua análise, o Prelado afirma que o apóstolo Paulo ensinava que para amar é preciso que três condições básica: um coração puro, a consciência correta e a fé sem hipocrisia.
Sobre a primeira condição, a de ter um coração puro, o Arcebispo ressalta que coração puro significa transparência, honestidade, coerência. Segundo ele, a pureza de coração não se refere só à sexualidade e afetividade, mas à opção pela verdade, pelo bem e pela justiça. Dom Orlando salienta que ser puro é ser íntegro, correto e sincero, pois não é possível amar tendo um coração cheio de má intenção, devassidão, rapina, adultério, cobiça, fraude, inveja e orgulho.
"Jesus pede que limpemos o interior, que abandonemos o coração de pedra, pois, nós vemos as aparências, mas Deus vê o coração. Portanto, coração puro é vencer toda duplicidade, fingimento, aparência, máscara, inautenticidade. Tem coração puro quem sabe perdoar mágoas e ressentimentos, rancor e ódio; quem reconhece seus pecados, feridas, limites e por isso é humilde, compassivo, indulgente. O coração puro sabe que não se deve julgar, condenar, excluir", destaca.
Com relação a segunda condição - ter uma consciência reta - o Prelado explica que da retidão de consciência vem o agir correto. De acordo com ele, a reta intenção e reto agir são frutos da consciência reta, e retidão de consciência é compromisso com a verdade e o bem. Dom Orlando reforça que nem toda a consciência é reta e bem formada, pois há consciência errônea, laxa, rígida, e escrupulosa.
"Portanto a retidão de consciência se consegue pela educação e pela fé. As quatro virtudes cardeais, ou seja, a prudência, a temperança, a fortaleza e a justiça muito contribuem para a retidão da consciência, que significa reta intenção, autenticidade pessoal, certeza interior de fazer o bem, vontade reta. Por ser voz de Deus, a consciência chama-nos a fazer o bem e evitar o mal. Quem segue Jesus consegue ter consciência reta", completa.
Por fim, o Arcebispo reflete sobre a terceira condição: ter uma fé sem hipocrisia. Ele lembra que o Papa Francisco fala frequentemente da "mundanidade espiritual", que é exatamente a hipocrisia. Para Dom Orlando, usar a religião para autopromoção, auto exaltação, interesses egoísticos, segundas intenções, é mundanidade espiritual, é má intenção, é astúcia. Ele ainda enfatiza que tudo o que se faz a partir da fé manifestada no amor, nas boas obras, no testemunho de vida, no compromisso com a verdade, sem hipocrisia, é para glória de Deus, para a salvação do mundo e para o bem das pessoas.
"Sempre que buscamos a nós mesmos nos cargos, nas pastorais, nas liturgias, na liderança e no trabalho pastoral somos ladrões e salteadores da glória de Deus. Na verdade, nos comportemos idólatras cujo ídolo é o nosso próprio eu. Paulo Apóstolo nos mostra três condições para amar: coração puro, consciência reta, fé sem hipocrisia, isto é, coerência, transparência, retidão, honestidade", conclui. (FB)
Outubro de 2026, nº 298
Setembro de 2026, nº 297
Agosto de 2026, nº 296
Quem são os Arautos do Evangelho?
Auxílio dos Cristãos
Músicas Natalinas