Novo Hamburgo (Sexta-Feira, 25/10/2013, Gaudium Press) Dom Zeno Hastenteufel, bispo da diocese de Novo Hamburgo, no Estado do Rio Grande do Sul, faz uma reflexão sobre o mês missionário em um de seus mais recentes artigos. Ele recorda no texto que no domingo passado foi realizada a coleta missionária que está sendo encaminhada para a Pontifícia Obra Missionária, regida pela Congregação para a Propagação da fé.
De acordo com o prelado, a missão continua e também o mês missionário. Ele explica que desde a V Conferência de Aparecida, em 2007, temos toda a Igreja reassumindo com mais vigor a sua dimensão missionária. O bispo acredita que ficou muito claro que todo o cristão batizado tem a obrigação de se tornar discípulo missionário de Jesus Cristo.
Para dom Zeno, discípulo é todo aquele que segue Jesus Cristo de perto; missionário é aquele que se preocupa com os irmãos que estão afastados de Jesus Cristo, da Igreja e da vida sacramental. "E, lá onde existirem pessoas que se encontram nesta realidade, lá é terra de missão! E nós não temos dúvida ao afirmar: - Nossas paróquias são terra de missão, nossas cidades são terra de missão", destaca.
Ainda segundo bispo, a liturgia deste domingo nos ajuda a olhar para a realidade de paróquias e dioceses, com um olhar de humildade, sem arrogância ou vaidade, mas com o olhar do pobre publicano que bate ao peito e reza: "Meu Deus, tem piedade de mim que sou um pecador" (Lc 18, 13). Ele enfatiza que assim também a Igreja entra no clima da missão, reconhecendo que já não somos aquele povo unido e fervoroso, que é maioria da população e que vive a sua fé e participa da comunidade cristã.
"Hoje nós somos apenas um número elevado na estatística, nas grandes festas e nas celebrações excepcionais. No quotidiano da vida cristã, somos uma pequena minoria e temos consciência de que precisamos bater ao peito e reconhecer que muitos talvez estejam afastados por nossa culpa e são ex-católicos porque nós não fomos capazes de ir ao encontro deles e continuar a mantê-los em nossas fileiras. Além disso, não usamos os meios adequados e eles acabaram não sendo evangelizados", acrescenta o prelado.
Dom Zeno avalia que na maioria dos casos, os batizados são preparamos para a comunhão e para a crisma, mas ficam sem a experiência de um encontro com Jesus Cristo, não chegam a ser evangelizados e hoje vivem longe da Igreja.
Por fim, o bispo afirma que este último domingo do mês das missões quer ainda provocar em nós um exame de consciência, em que cada cristão poderá verificar o grau de sua culpabilidade e de sua omissão.
"Mas quer ser também um momento oportuno para assumir um novo posicionamento, em que despertamos para a missão, e nos colocamos positivamente em atitude de quem verdadeiramente quer trabalhar na missão continental e fazer a sua parte nesta grande empreitada que a Igreja de nossa diocese está vivendo já há cinco anos. Que sejamos todos bons missionários e dinâmicos trabalhadores na obra da evangelização", conclui.
Outubro de 2026, nº 298
Setembro de 2026, nº 297
Agosto de 2026, nº 296
Quem são os Arautos do Evangelho?
Auxílio dos Cristãos
Músicas Natalinas