Pretória - África do Sul (Sexta-feira, 24-01-2020, Gaudium Press) Em Pretória, os Bispos da África do Sul estão reunidos na Assembleia Geral da Conferência Episcopal sul africana desde o dia 22 de janeiro.
| Os Bispos sul africanos estão reunidos desde o dia 22 de janeiro. |
O núncio apostólico no país, dom Peter Welles, fez para os bispos ali reunidos um pronunciamento concentrado na "missão extraordinária" que, segundo ele, pode e deve tornar-se um verdadeiro "projeto de vida" para os bispos.
Vida diária: contínua conversão
Dom Peter Wellles exortou os bispos a voltar "à conversão do Batismo" para alcançar uma mais íntima participação na missão apostólica que os caracteriza e afirmou:
"Se Jesus é a raiz, então retornando à raiz, retornamos a Jesus".
Para o Núncio Apostólico, "A referência profunda ao ministério sacramental do episcopado não é a consagração três vezes por parte do Espírito Santo nos momentos da ordenação diaconal, presbiteral e episcopal, mas uma experiência diária e contínua de conversão".
Voltar à verdade do Evangelho
Dom Welles, recordando trecho do Evangelho de São Lucas, procurou explicar aos bispos sul africanos que "o maior entre vós deve tornar-se como o mais jovem e o líder como aquele que serve. Afinal, quem é o maior, aquele que está à mesa ou aquele que serve?"
De acordo com o Núncio, ser exemplos autênticos significa voltar à verdade do Evangelho, pois, a missão fundamental da Igreja é evangelizar.
Para ele, trata-se de uma missão que, embora sendo imutável no tempo e no espaço, não o são seus instrumentos: é inevitável também para os bispos adaptar-se aos tempos para alcançar "todas aquelas periferias que precisam da luz do Evangelho".
Ser "orações vivas": o Ministério é dom de Deus
Dom Peter recordou o grande múnus apostólico ao qual os bispos são chamados: ensinar, governar e santificar.
E isto deve ser realizado "Através da celebração da Eucaristia, da adoção da Lectio Divina, do Ofício, devemos tornar-nos orações vivas mediante as quais a Boa Nova se insere na vida do mundo", disse.
Contrato de trabalho e crise espiritual e sacerdotal
O Núncio não deixou de abordar o tema da crise espiritual e sacerdotal.
Ele ressaltou que "o ministério não é um contrato de trabalho, mas um dom que se recebe e do qual é preciso cuidar".
O Prelado destacou que "A crise vocacional de quem deixa nos impulsiona a entrar em nosso sentido de crise: o que poderíamos ter feito a mais para tornar gratificante a escolha do serviço ao povo de Deus? "
Alegria
O Núncio ainda falou da alegria, antes de concluir suas palavras dirigidas aos Bispos reunidos em Assembleia:
"Se quisermos conhecer a alegria de Jesus e levá-la aos outros, devemos ter consciência de que mexerá conosco, nos levará para além do nosso conforto, da certeza do passado, rumo à liberdade do Espírito Santo que sopra onde quer". (JSG)
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