São Paulo (Quarta-feira, 16-10-2013, Gaudium Press) O Arcebispo de São Paulo, Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, em seu mais recente artigo, destacou os recentes anúncios feitos pelo Papa Francisco: a realização da Assembleia Extraordinária do Sínodo dos Bispos, de 5 a 19 de outubro de 2014, com o foco para a os desafios pastorais para a evangelização relacionados com a família, e a próxima assembleia ordinária do Sínodo, na comemoração dos 50 anos da sua criação, que abordará as complexas questões antropológicas relacionadas com a pessoa e a família.
Em vista destes eventos, Dom Odilo acredita que a escolha dos temas foi motivada "pelos enormes desafios pastorais que interpelam hoje a missão evangelizadora da Igreja no campo da família", sobretudo, pelo fato de que a Igreja continua a considerar a família como "núcleo vital para a pessoa, a sociedade e a própria comunidade eclesial".
"As crises que a família enfrenta têm consequências diretas na transmissão da vida, da cultura e da Fé", disse.
Para o Cardeal, os eventos consistem em um "renovado esforço para propor o 'Evangelho da família'", dentro do contexto dos desafios que ela enfrenta.
Dom Odilo explica que a assembleia extraordinária do Sínodo promoverá uma ampla tomada de consciência sobre várias questões e situações familiares, que hoje, interpelam a missão e a ação da Igreja.
O Arcebispo ainda refletiu em seu artigo as diversas situações, quando, "mesmo em ambientes cristãos, encontram-se cada vez mais casamentos desfeitos e refeitos, uniões 'de fato', sem nenhum compromisso formalmente assumido".
O Cardeal destaca também que, em muitos lugares, propagam-se as culturas do "anticasamento, antifamília e antinatalidade".
Dom Odilo ressalta que a Igreja se vê diante de uma situação dolorosa: muitos casais, após o fracasso do seu casamento, vivem uma nova união, contudo, não podem ter a participação plena nos sacramentos.
Segundo o purpurado, a Igreja se depara com casamentos celebrados sem Fé e sem a consciência do significado e do compromisso assumidos.
Finalizando, Dom Odilo assinala que, "ao mesmo tempo em que a Igreja, a exemplo de Jesus Cristo, precisa ter para com todos uma atitude de acolhida e de misericórdia, ela não pode deixar de fazer um discernimento sobre o desígnio de Deus em relação ao homem e à mulher e sobre o casamento e a família, para proclamar esse desígnio salvador e chamar as pessoas a acolhê-lo como via justa para o seu viver". (LMI)
Com informações Arquidiocese de São Paulo
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