Ó Cruz fiel, és a árvore
mais nobre em meio às demais,
que selva alguma produz
com flor e frutos iguais.
Ó lenho e cravos tão doces,
um doce peso levais.
Só tu, ó Cruz, mereceste
suster o peso do mundo
e preparar para o náufrago
um porto, em mar tão profundo.
Quis o Cordeiro imolado
banhar-te em Sangue fecundo.
Outubro de 2026, nº 298
Setembro de 2026, nº 297
Agosto de 2026, nº 296
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