“O jejum não está fora de moda. Numa sociedade de consumismo devorador, não é mera questão de se privar de carne ou de comida, mas um estilo de vida sóbrio”, destacou o Bispo de Leiria-Fátima, Dom António Marto, na sua mensagem para a Quaresma, a qual recebeu o título de “Igreja em caminho rumo ao fogo da Páscoa”.

Convite

A carta de Dom António foi um convite aos católicos das comunidades diocesanas a procurar um “estilo de vida sóbrio” durante a Quaresma, sublinhando a importância das propostas de solidariedade, esmola e jejum, além da oração e da penitência.

O Bispo apresentou o jejum como “importante ocasião de crescimento”, que “nos desperta e nos torna mais atentos a Deus e ao próximo”.

Não é só tristeza e austeridade…

O Bispo de Leiria-Fátima disse que os quarenta dias da Quaresma não devem ser vistos como um período de tristeza e de austeridade, “ao contrário, é uma bela ocasião para um renascimento espiritual, pessoal, familiar e social”. 

Além disso, em sua carta, o Bispo de Fátima lançou um alerta para as “mais variadas formas de violência, de injustiça, de pobreza imerecida, de desonestidade, de corrupção e de solidão” que existem na sociedade de forma atuante e sem discrição.

Para Dom António, esses aspectos “são sintomas de um vazio espiritual e de uma mentalidade de indiferença em relação a Deus e ao outro”.

Tempo favorável da partilha

Além da oração e do jejum, “remédio doce” para esta ocasião, o Prelado Diocesano lembrou que a Quaresma é o tempo favorável à partilha.

Dom António Marto ainda convidou os diocesanos para a participação na Jornada Especial de Oração e Jejum pela Paz, convocada pelo Papa Francisco: “Apelo a todos e conto com o empenho dos párocos e outros agentes pastorais, dos movimentos, associações e grupos laicais para que a jornada seja proposta o mais possível a todos e seja concretizada de formas criativas”, sugeriu.