“Hoc facite in meam commemorationem” – “Fazei isto em memória de Mim” (Lc 22, 19). A Eucaristia é “memorial”, e numa medida incomparável: não se limita a recordar, mas atualiza sacramentalmente a Morte e Ressurreição do Senhor.
Além disso, queria sublinhar que Jesus disse: “Fazei isto em memória de Mim”. Por isso, a Eucaristia não recorda simplesmente um fato; recorda-o a Ele!
Para o sacerdote, o fato de repetir cada dia, in persona Christi, as palavras do “memorial” é um convite a desenvolver uma “espiritualidade da memória”.
Num tempo de rápidas mudanças culturais e sociais que afrouxam o sentimento da tradição e deixam, sobretudo as novas gerações, expostas ao risco de perderem a ligação com as próprias raízes, o sacerdote é chamado a ser, na comunidade que lhe está confiada, o homem com a memória fiel de Cristo e de todo o seu mistério.
A sua prefiguração no Antigo Testamento, a sua realização no Novo, o seu aprofundamento progressivo sob a guia do Espírito, segundo esta promessa explícita: Ele “ensinar-vos-á todas as coisas e vos recordará tudo o que vos tenho dito” (Jo 14, 26).
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